31 de mar. de 2010

Como o capitalismo afeta a arte





Cinema
O Cinema vive a maior crise de criatividade de seua história. São remakes, adaptações (HQs, games, séries e até brinquedos!), reboots, reimaginações, reaproveitamento de idéias, etc. Tudo só porque é muito mais seguro financeiramente falando investir num material conhecido e com uma base larga de fãs do que se arriscar em algo completamente novo. Ou seja, a indústria do cinema está indo para o ralo por causa da preocupação dos executivos em encher os bolsos. Cinema hoje, na maioria das vezes, é só mais uma forma de negócio.




Livros
Havia um tempo em que era praticamente impossível viver só de escrever. Era necessária uma carreira paralela para não passar fome. Ainda assim surgiram livros que são admirados até hoje. Já nos tempos atuais é possível ganhar milhões com um romance. Até quem não sabe escrever o próprio nome direito está lançando um, geralmente celebridades vazias e suas auto-biografias. Agora eu pergunto: Quantos dos livros que ficam na lista de mais vendidos tem realmente chances de ser considerado um clássico no futuro? Pois é. Explicarei resumidamente minha teoria sobre isso.
O processo de criação de um livro começa, óbvio, na cabeça do aspirante a escritor. Ele põe a história que imaginou no papel, reescreve trechos, revisa umas 200 vezes até confiar que o seu livro está realmente bom. Acabada esta fase ele começa a mandar cópias do livro que nem um condenado para todas as editoras que conhece. Se por um milagre o livro for lido e alguma editora ver potencial nele chamarão o escritor para discutir sobre sua obra. Lá ele, todo pimpão por saber que será publicado, descobre que terá que reescrever todo o seu livro conforme as ordens da editora. Elas vão de correções em pontas soltas, frases inteiras retiradas, trechos importantes e que tinham uma mensagem que o autor queria passar são excluídos, personagens modificados, o final alterado. A editora está pouco ligando se o livro ficará bom ou não, ela quer que venda. Dependendo, no final deste processo o romance ficou irreconhecível e ruim. Por isso procuro alternativas às editoras, quase sempre na internet.

Comics
Os quadrinhos americanos são presos à uma cronologia interminável, que requer um conhecimento enciclopédico por parte dos leitores sobre os personagens, que só os nerds são dispostos a obter. Consequência? Esses gibis ficam presos a um público restrito enquanto os mangás vendem várias vezes mais e já até existe uma lista de mangás mais vendidos no New York Times. Editoras como a DC e a Marvel tentam reverter a situação. Matam e ressuscitam personagens todo santo dia, fazem "reformas" nos heróis para trazer de volta os leitores antigos (voltar com o Wolverine usando o pijaminha amarelo quando até nos filmes ele já usava a roupa de couro é inovação?), criam megassagas que envolvem mais de cinqüenta revistas só para aumentar as vendas, crossovers, etc. Sinceramente, acho que eu me sentiria um trouxa se ainda lesse esses quadrinhos. A DC e Marvel na sua competição tola para ver qual é a melhor (para mim estão tudo no mesmo barco atualmente) fazem os comics perderem boa parte da graça. Eles tem que torcer para que seus personagens em versão infantil conquistem as crianças e criem futuros leitores, se não vão cair ainda mais com o tempo.

Música
Prejudicada pelos downloads feitos ilegalmente a indústria fonográfica consome mais suas energias em punir os infratores do que em pensar em uma alternativa de negócio eficaz. Mas não é bem sobre isto que eu quero falar. Pense que uma banda envia para uma gravadora um CD com suas músicas.Um produtor curte o som, mas diz que eles precisam fazer "algumas" mudanças. Não só nas músicas, mas na forma de se vestir, falar e de se comportar dos integrantes. O produtor não quer saber de riscos, e quanto mais os integrantes da banda forem permitindo as mudanças, mais as músicas ficam sem ousadia e inovação nenhuma, puro mais do mesmo. Vai ver é por esse motivo que eu gosto tanto de bandas independentes.
Na música clássica é bem pior. Praticamente, não são lançadas obras originais, apenas regravações em novas roupagens. "Mozart para bebês", "Beethoven por tal maestro", "Bach no violino", etc. O pior de tudo é que ainda vendem bem.


Mangás
Na mais concorrida indústria de quadrinhos do mundo o artista só consegue ser publicado se dominar as técnicas dos mangás, tiver uma história interessante e fácil de ser explicada e traço que permita uma leitura rápida e de fácil entendimento do que acontece nas páginas. Suponhamos então que um mangaká consiga publicar na mais célebre e concorrida antologia do Japão, a Shonen Jump. Ele pode até criar algo original, mas se for rejeitado pelos leitores seu mangá será cancelado da revista. Com medo disso a maioria dos artistas prefere não arriscar, usando um traço comum, entupindo suas histórias de clichês e fórmulas gastas (um protagonista de coração puro e ingênuo, de pouca habilidade, mas com muita disposição para vencer). Se o mangá fazer sucesso a sede de grana da editora e do autor o empurrará por uns trinta volumes ou mais, mesmo que a qualidade seja prejudicada no percurso. Quem sai perdendo são os leitores, como sempre.

Animes
Presos à uma crise tão grande que quase não são lançadas animes originais. Geralmente, são adaptações de mangás, games ou de light novels (romances ilustrados e de leitura rápida). Tudo porque os executivos se cagam de medo de ficar no prejuízo e optam por investir em materiais já conhecidos. Custa fazer algo que eu já não tenha lido num mangá? 
Eles deviam acrescentar algo às tramas, e não copiar cena por cena, e depois acrescentar dezenas de episódios que não existem na obra original só pra encher lingüiça.






É claro que eu poderia falar sobre outras formas de arte. Mas vamos parar por aqui.



29 de mar. de 2010

A biblioteca das revistas de mulher pelada

Uma das primeiras coisas que aprendi quando entrei na universiade é que se um bibliotecário quiser criar o gosto pela leitura em alguém a primeira coisa a se fazer não é gritar aos quatro ventos que "Ler também é um exercício!" e sim encontrar formas de fazê-los ir à biblioteca. Não importa muito a forma, mesmo que ele venha uma primeira vez e nem encoste nos livros. Pode ser uma peça de teatro no espaço da biblioteca, uma exposição, uma festa, noite de autógrafos, etc. Mas o mais original que eu já ouvi falar foi o que a minha professora utilizou. Abriu na biblioteca que comandava um acervo de Playboys. Anos 80, internet ainda não existia, jovens com hormônios à flor da pele. A única forma de ver mulher pelada além de espiando a empregada gostosa no chuveiro era pelas revistas de sacanagem. Logo a biblioteca lotou de jovens ávidos para ver mulher pelada.
Provavelmente, você esteja se perguntando se tal artifício foi realmente eficaz. Afinal o objetivo era era pessoas lessem e isso não aconteceria com uma centena de Playboys dando sopa. Também me perguntei isso quando a professora me contou. Mas por dois motivos o objetivo foi alcançado. Primeiro, as revistas não podiam ser levadas para casa. isso evitava qye as revistas estragassem pelo uso que seria feito delas no banheiro mais próximo e que alguém simplesmente pegasse a revista e fosse embora. Segundo, só maiores de dezoito anos poderiam "ler" esse tipo de revista. Como os estudantes, tanto crianças quanto adolescentes, não eram burros nem nada iam com o irmão ou um primo mais velho de alguém da turma. O maior de idade folheava a revista e vinte ou trinta caras tentavam olhar as fotos por sobre os ombros dele. O resultado disso é que quase ninguém conseguia ver alguma coisa e acabava pegando um livro para ler. É isso mesmo. Vai ver algum deles diga aos parentes: "A Playboy me colocou no mundo da leitura!"
O que eu pude concluir disso tudo é que nem tudo o que se convenciona como correto e está nos livros é o ideal. E que a pornografia move o mundo!

27 de mar. de 2010

Os episódios perdidos de Chaves

O seríado Chaves é até hoje um dos melhores programas já exibidos na televisão brasileira. Com um humor simples e de forte apelo social o programa marcou a infância de milhares de pessoas e entrou para a fina casta das atrações que podem ser assistidas milhares de vezes sem que a pessoa se enjoe. Quantas vezes você viu  o episódio do Seu Madruga vendendo churros? E os de Acapulco? O especial de Natal? E ainda assim riu em todos. Enquanto em filmes e outros programas de humor assistindo pela primeira vez você mal consegue dar um sorriso amarelo.
Mas se engana quem pensa que o canal de Sílvio Santos exibiu todos os episódio de Chaves. Alguns simplesmente foram retirados da programação por serem controversos. Temas como homossexualismo e assassinato, que pouca gente sabe existir na obra, foi cuidadosamente retirado. Por acaso você se lembra de assistir um episódio em que o Seu Madruga se casa com a Bruxa do 71? Não? Vá para o YouTube, meu amigo. Mas se não souber espanhol vai boiar tanto quanto eu.

25 de mar. de 2010

O ideal de beleza moderno e como ele aliena as mulheres

Na Antiguidade, na Idade Média o ideal de beleza eram as mulheres gordas, ou para ser mais educado, as cheinhas. Em tempos de fome, guerra ou pragas as gordas eram raras e eram sinônimo de saúde. Por isso elas eram as mais procuradas, enquanto as magras costumavam ser rejeitadas. Hoje as cosas mudaram radicalmente. A ditadura da beleza dita as regras do que é bonito e aceitável e do que não é. Mulheres extremamente magras estampam capas de revistas, estrelam filmes e séries. Enquanto isso as mulheres que não conseguem se "adequar" sofrem preconceito, são humilhadas e às vezes encontram até dificuldade em encontrar emprego por causa disso. Uma mulher, que prefiro ocultar o nome, foi rejeitada pelo namorado, demitida e sofria bullying somente por ser obesa. Deprimida, comia cada vez mais. Era a única coisa que lhe trazia alívio, a comida. Mas ela precisava ficar magra, para ela seria solução de todos os seus problemas. Resultado? Tornou-se bulímica e anoréxica. Emagreceu dez quilos em um mês. Só depois percebeu que o importante não era ser magra e sim se ela aceitava como é.
Esse ideal de beleza precisa ser derrubado. A idéia de que só as magrelas são bonitas transforma milhares de mulheres pelo mundo em paranóicas em emagrecer. E isso não afeta só as mulheres. A maioria dos homens só se sente atraído por magras e ri das obesas.
Campanhas são lançadas mundialmente para tentar mudar este quadro. A Unilever criou o "Mulher de verdade", mas sem sucesso. Alguns blogs nacionais de renome tiveram idéias bacanas. O Ela tá de Xico fez uma série de e posts com fotos de gordinhas sexys. Mas o auge disso foi quando o saudoso Ato ou Efeito criou o AOE Gordinhas com fotos das leitoras mais cheinhas. É claro que isso tem pouco alcance, mas pode ajudar a aumentar a auto-estima das mulheres que têm complexos.
Seja como for, a necessidade de ser magra já está no psicológico feminino e ainda levará muitos séculos antes que ela se vá completamente.

5 motivos para ler

O problema da falta de leitura no Brasil é grave. Enquanto em países da Europa ou os Estados Unidos os livros tem tanta importância na sociedade que chegam a ser utilizados em campanhas políticas ou outros eventos importantes. Já aqui os livros são considerados tortura, e não tem quase nenhum poder para mudar a opinião de alguém. Eu sei que já falei sobre isso, mas só estou explanando para chegar ao real objetivo do post. Darei aqui os motivos para os quais todas as pessoas deveriam ler. Não digo ler romances, revistas, jornais, blogs, ou outra leitura mais específica.

1- Maior vocabulário: Com o tempo você conhece maior número de palavras e passa a falar melhor. Isso fica claro em conversas casuais, e principalmente em entrevistas de emprego.

2- Escrita: Imagine que você está fazendo a redação do vestibular e não tem o costume de ler nada. Você vai tirar zero ou perto disso. Primeiro porque você desconhece a forma que um texto deve ser escrito e segundo por causa dos erros de português. E assim chegamos ao terceiro item.

3- Português correto: Quanto mais leitura você obter e atenção você tiver vai escrever as palavras sempre corretas e até se irritar ou rir de quem escrever errado.

4- Tolerância: Você passa a compreender outras visões de mundo e a respeitar as opiniões de outras pessoas, mesmo que elas venham a ser contrárias às suas. Não faz como alguns comentaristas que tentam te ofender só porque você diz que o filme que ele ama não é tão bom quanto ele diz.

5- Conhecimento: Você ganha conhecimento sobre tudo. Pode ser que a maioria das informações que você adquira nunca tenha uma utilidade clara, mas pode ser útil para pessoas que são blogueiros como eu para melhor escrever seus textos ou só para ser mais interessante em conversas. De qualquer forma sempre é legal conhecer os costumes de um povo quase desconhecido da África ou todas as curiosidades de produção de um determinado filme.

Os maiores best sellers da história.


Este post foi escrito no ano passado, mas como eu ainda não tinha muitos leitores naquela época estou republicando. Espero que não se incomodem com isso e que me informem se houver algo desatualizado, porque estou com uma preguiça desgraçada de editá-lo agora.

Existem muitos motivos que fazem um livro fazer sucesso. Identificação com a história e personagens, linguagem acessível, personagens simpáticos que fazem o leitor torcer por eles, curiosidade histórica, trama cheia de suspense, enredo edificante, entre muitos outros. Até o título ajuda bastante.
Mas poucos são as publicações que mesmo com o passar dos séculos continuam populares, tornando-se clássicos. Estes são aqueles que mesmo com a mudança brutal da mentalidade do público continuar a atrair interesse e cativar à leitura, sendo suas tramas atemporais.
Resolvi deixar de preguiça e separar para vocês os verdadeiros best-sellers, muito fáceis de encontrar na livraria ou biblioteca mais próxima da sua casa. Além disso, excluí Bíblia por achar desnecessário citá-la.

Dracula: O livro que definiu os vampiros como eles são hoje. Em forma de cartas e anotações de diários é contada a história de Jonathan Harker que é aprisionado no castelo do conde Dracula, enquanto o vampiro procura três moças para transformar em harpias e se reproduzir com elas, sendo a primeira Mina Harker, a esposa de Jonathan. O único capaz de impedir os planos maléficos da criatura é o professor Abraham Van Helsing, combatente das criaturas das trevas.
Para demonstrar a importância de Dracula só preciso dizer que sem ele não existiria Buffy, Entrevista com o Vampiro, a série Crepúsculo, as novelas Vamp e Beijo do Vampiro e animes como Vampire Knight.

Romeu e Julieta: Com essa peça William Shakespeare escreveu a história de amor definitiva. Apesar de hoje todo mundo estar de saco cheio de sua história como está de assistir Paixão de Cristo, tente imaginar o impacto da cena final em que o casal principal morre na primeira vez em que foi encenada. Até hoje os alunos ingleses e americanos são obrigados a lê-lo por causa da escola e suas frases continuam sendo recitadas por rapazes apaixonados para suas amadas.

Arte da Guerra: A obra de auto-ajuda mais lida do mundo. Escrita pelo general Sun Tzu é um manual de guerra. Hoje é procurado geralmente por executivos e empresários que desejam derrotar as empresas concorrentes e por pessoas que buscam alcançar seus objetivos.
Arte da Guerra teve suas vendas turbinadas recentemente graças ao surgimento de várias edições de bolso, menores e mais baratas.

Dom Casmurro: Mesmo eu preferindo muito mais Quincas Borba à obra mais popular de Machado de Assis tenho que admitir que nenhuma outra obra intriga tantas pessoas quanto Dom Casmurro. Afinal Capitu traiu ou não o pobre do Bentinho. A minha sugestão é que nem o autor era capaz de dar uma resposta acertada, até porque o romance não é sobre isso, focando muito mais no complexo de corno do Bentinho.
Mas e você? Qual sua teoria? Ou vai dizer que nunca leu Dom Casmurro?

Morro dos Ventos Uivantes: O livro mais interessante que já li em toda a minha curta vida e é de uma mulher, a Emily Brönte! Demonstra até onde a sede de vingança leva às pessoas e como ela afeta as demais ao seu redor. Tudo começa com um garoto que foi adotado por um generoso e rico senhor, sendo criado como um filho, o que causou inveja nos outros filhos. Depois que o velho morre o garoto passa por diversas privações graças aos seus irmãos adotivos até finalmente ser expulso de casa.
Passam-se muitos anos. Os filhos estão falidos e são obrigados a vender suas propriedades ao mesmo garoto que expulsaram, agora um homem rico e com muita sede de vingança.


Orgulho e Preconceito: Um pouco bobo (pelo menos na minha opinião), porque conta uma história muito feliz em que tudo se acerta no final. Contudo ou graças a isso o romance de Jane Austen faz muito sucesso entre as mulheres com sua historinha de amor.
Elizabeth Swan é uma moça de mentalidade perspicaz que toma uma profunda antipatia por Mr. Darcy, o homem mas rico da região, por chama-la não de bonita e sim de somente tolerável. Com o passar do tempo Darcy começa a ficar atraído por Elizabeth, mas seu orgulho o faz lutar com todas as forças contra os seus sentimentos. Quando finalmente resolve contar seus sentimentos à amada... Bom, melhor não contar muito, mas fique certo de que o final é tão previsível quanto qualquer novela da Globo. Talvez por trás disso é que esteja sua graça. Se você não tiver paciência para ler veja ao menos o filme.

Matadouro 5: Um dos livros mais pirados e geniais da história. Kurt Vonnegut era famoso entre os hippies nos anos 60 por causa de suas histórias cheias de ironia.
Em Matadouro 5 o autor satiriza a Segunda Guerra Mundial. O personagem principal é um oftalmologista que passa a sofrer com problemas de sono, dormindo repentinamente em qualquer lugar, inclusive em pé. A cada cochilo ele desperta em uma época diferente relembrando assim quando foi prisioneiro de guerra dos nazistas.
Uma idéia marcante do livro é que segundo o protagonista as pessoas não morriam, continuando sempre vivas em outras épocas. E também por ele viajar tanto no tempo e não fazer nada para mudar os acontecimentos.

Apanhador no Campo de Centeio: O livro que traduz todos os anseios e sentimentos masculinos da adolescência com perfeição. Há espaço para tudo, fantasias, desejo de perder a virgindade, paixões frustradas, sonhos tolos, divergência familiares e até uma cena quase homossexual.
Mas tome cuidado se resolver ler este romance. Existe uma lenda de que ele é capaz de programar a mente de quem o lê para virarem assassinos, sendo inclusive o homem que matou John Lennon um dos fãs do livro.

Metamorfose: Imagine-se acordando transformado numa barata. Pois isso o que acontece com o personagem principal de Metamorfose que mesmo não gostando muito da sua nova situação não acha esquisito ter virado um inseto, encarando a mudança com naturalidade. Franz Kafka apresenta nessa história bizarra complexas metáforas que podem não ser compreendidas por quem não tem devido embasamento teórico. E pensar que se a história fosse escrita hoje certamente viraria desenho da Disney.

Ilíada: Uma das produções literárias mais antigas e importantes do mundo ocidental. De origem grega, é creditada a Homero embora não se saiba se realmente existiu ou se simplesmente coletou histórias que se espalhavam oralmente e as transpôs em versos. Muito menos se o que está escrito ali realmente é verídico como a Ilíada diz ser.

Atualmente o livro é estudado por milhares de especialistas em Literatura e História e possui incontáveis edições em diversas línguas e até em Braille.Tudo só pra não haver desculpa sua dizendo que não leu porque não achou.



E então? Gostou da lista? Vai ler ou já leu algum desses livros? Se sim deixe sua opinião sobre eles ou nomeie seus próprios best sellers. Vale tudo, até Crepúsculo se quiser.

24 de mar. de 2010

A importância de um estilo de escrita

Hoje existem tantos blogs que se tornou praticamente impossível acompanhar todos os bons. Isso me faz ser mais seletivo nas minhas leituras na internet. Como faço essa seleção? Como a maioria dos blogs acabam falando sobre os mesmos assuntos procuro o que me soe melhor escrito ou mais agradável. O problema é que a maioria dos blogs não tem personalidade, dando a impressão de que eu estou lendo praticamente o mesmo post que li em outro blog. Falta-lhes um estilo que os defina. O que eu quero dizer é que os melhores blogueiros tem um. Se te derem um texto deles e não lhe falarem de quem é, é possível que você adivinhe a autoria somente pelas características que ele sempre utiliza. Alguém pode reclamar que isso pode fazer o blogueiro soar repetitivo, porém, se ele soa cansativo é mais por falta de talento do que pelas características que sempre usa. É claro que ele pode mudar com o tempo ou tentar inovar de vez em quando. Mas ele sempre escreverá de forma semelhante nem que seja por um tempo.
Por mim só eu nem sei se tenho estilo e nunca saberei porque não tenho leitores. Escrevo isso aqui mais por pura falta do que fazer. Ou vai dizer que você realmente leu tudo isso? Jura? E eu pensando que eu era desocupado.

23 de mar. de 2010

A maior mentira dos últimos tempos

Existem inúmeras histórias inventadas que ao longo dos anos passam a ser consideradas verdades absolutas. É o que chamamos de senso comum. Por exemplo, tomar banho após comer faz mal, só usamos 10 %do cérebro, dá pra ver a Muralha da China do Espaço, entre outras coisas falsas que vão ganhando fundo de verdade de geração à geração. Uma das última é a de que é possível aprender a pilotar aviões e helicópteros pelas horas de jogo em simuladores de vôo. Tudo bem que esse tipo de game é extremamente detalhado, mas não dá para pegar um avião e tirar onda pilotando-o por aí. Se assim fosse as companhias aéreas não gastariam milhões por ano em cursos para melhor capacitar seus pilotos. Eles simplesmente colocavam meia dúzia de nerds jogando vídeo game e falavam: "Podem jogar à vontade. Mas às quatro tem vôo, viu?".
Se você acreditou nisso pode correr atrás do seu atestado de trouxa.

22 de mar. de 2010

Divagações sobre cinema e DVDs

Eu sou um daqueles caras que não faz questão de ir ao cinema. Tá, tem uma tela gigantesca e áudio de primeira. Mas também tem fila, gente que come parecendo uma metralhadora de tanto barulho que faz, celulares tocando, conversas paralelas, atrasados que custam a se acomodar. Por isso prefiro ver filmes em casa. Sozinho ou acompanhado, no escuro. Aí sempre me sobram duas opções. Baixar ou locar o filme. Baixar é de graça e rápido. Na locadora  você tem que esperar uns seis meses até que o filme saia em DVD. Geralmente, são caprichados e com extras que gosto de ver (cenas cortadas por exemplo). Vendo por este ângulo prefiro locar. mas não existe nada que encha mais o saco que um DVD. Enquanto na versão pirateada o filme começa desde o primeiro minuto, no original tem o comercial para não comprar filme pirata que não dá pra adiantar (se já loquei essa merda porque iria comprar o pirata?), depois avisos sobre direitos autorais que não dá pra adiantar, depois milhões de trailers que já cansei de assistir na internet que, adivinha, não dá pra pular! Até chegar ao menu já desisti de ver o filme!  

20 de mar. de 2010

Os piores blogs do Brasil

Quando pensei em criar a lista resolvi prestigiar apenas os blogueiros mais conhecidos, de maior repercussão. Se alguém se ofendeu por não  ser agraciado também ou conhece alguém que merecia muito vencer por favor comente reclamando. Agora os nomes dos ganhadores.


Eu não vou nem falar sobre a péssima fama do Tabet e da origem dos seus posts porque todo mundo já está cansado de saber disso. No fundo no fundo pouco importa se ele copia conteúdo. A maioria dos blogs de humor famosos fazem isso. O erro dele é postar como se realmente as piadas e montagens fossem criações dele. Até aí tudo bem. Mas copiar conteúdo e ainda assim não ser engraçado tem que ter talento. Prêmio Zorra Total da blogosfera pra ele.

O Edney, ney, Interney, ou sei lá como ele se chama, é famos por ter sido o primeiro blogueiro brasileiro a perceber que dava pra ganhar um bom dinheiro com blogs. Bem, eu disse bem, foi. Hoje ele não é mais blogueiro. Alguém aí lembra qual foi a última vez que ele realmente escreveu um post no seu blog? Ou é promoção, ou notícia de palestra, ou informações sobre Campus Party. Só! E ainda é todo poluído visualmente por propagandas, quase metade da página. E ainda tem gente que acessa o site e assina o feed.

O autor do blog, o Marcel, é um cara talentoso. Escreve bem, sobre temas interessantes e tem um público fiel. Mas ele devia pensar seriamente em mudar o nome da página pra "Vale a pena ver de novo!" Lá você consegue ver as imagens que faziam sucesso na internet em 1997 e fenômenos do YouTube de 2005. Claro que eu podeira ignorar isso e me ater aos seus posts sobre gadgets. Mas blogs sobre tecnologia devem ser críticos e opinativos. E o máximo que o Marcel faz é dizer um quanto alguma coisa é foda. Isso até eu, burro q ue sou, conseguiria fazer.

O bispo suou a camisa e conseguiu com folga o título de pior blogueiro. Garantiu o prêmio quando criou o blog e pediu aos fiéis da sua igreja que ajudassem a pagar os 107 mil reais mensais que o blog custava. E ainda gerou a desconfiança de que não fosse ele o real autor dos posts publicados e sim os funcionários contratados para manter o blog. Realmente é de impressionar. Esse blog deve ter até mulher pra servir cafézinho ao leitor quando ele comenta.

Tirinhas com finais óbvios e repetitivos. O que era pra ser humor negro virou um humor bobo e apelativo. Não que eu não goste de uma tirinha com forte apelo sexual e palavrõs, mas quando ela tem inteligência.Quer ver tirinha de qualidade? Acesse o Um Sábado Qualquer.

Não fala nada com nada e seu autor é bobo e feio. 

Novo blog

Você já deve ter percebido que o blog está ligeiramente menos tosco. Deixei de lado o modelo antigo e comecei a usar esse novo. Tudo bem que eu sempre disse que o conteúdo é o que conta, mas eu já estava enjoado do layout antigo. Também queria uma imagem pra colocar no cabeçalho. Mas como eu sou um maldito de um noob não sei fazer. Até que o vagabundo do Thiago Chaves (o cara é mais desocupado que eu) aproveitou seus longos dias ociosos e preparou duas imagens pra mim. Uma eu já estou usando e a outra é a que está neste post. Como eu não tenho dinheiro para pagá-lo acessem o blog dele aí.

18 de mar. de 2010

Amálgama: o melhor (e o pior) blog de variedades do Brasil

Eu conheci o Amálgama no início do ano passado. À época a proposta do criador Daniel Lopes de permitir que qualquer pessoa interessada pudesse escrever no blog me pareceu legal e enviei um post para ele. Logo no outro dia já estava publicado. E assim foi por mais duas vezes. O projeto estava crescendo, já tinha 500 assinantes do feed e era sério e com reputação crescente. Comecei a indicar para amigos, professores, colegas, linkar em tudo quanto é canto.
Até que concluí meu quarto post e enviei ao Lopes como de costume. Para a minha surpresa foi recusado, pelo motivo de ser mais adequado a um blog pessoal do que a uma página que nutria ambições de ser lida por um público acadêmico. Concordei, e escrevi outro. Dessa vez ele só disse que estava cheia de posts e por isso o meu texto demoraria bastante pra sair. Tudo bem, respondi. Esperei. 6 meses e até hoje não saiu. A minha primeira intenção era dar uma voadora no editor. Mas deixei pra lá. Algum motivo ele devia ter. Eu só estava decepcionado por notar que o blog não tinha nem um pouco da democracia que afirmava ter. Apertei o meu botão “Foda-se” e segui a vida. Não iria escrever de novo num blog que enrola seus colaboradores.
Isso foi até uns três meses atrás. Por algum motivo que nem eu sei dizer me dediquei para escrever outro post. Qual foi a minha surpresa quando vi que o Lopes tinha me voltado um email me dizendo o seguinte:

“Já estou com post demais aqui. Não vou publicar, não!”

Ele nem se lembrou que acima de tudo eu estava ajudando o blog dele. Me propus a escrever de graça um texto que custou meu tempo com pesquisas e ele sequer agradeceu antes de recusar? Só porque seu blog está ganhando fama não é motivo para sair esnobando.Reconheço a alta qualidade do blog, mas deixei de assinar o feed e seguir no Twitter. Não consigo ler um blog de alguém que aparenta ter pouco respeito por seus colaboradores e leitores. Não que eu me importe em não ser publicado lá. Hoje escrevo em vários blogs dezenas de vezes superiores e percebo que às vezes é melhor publicar algum post no meu próprio blog onde tenho total liberdade de expressão. E não num blog que limita seus autores e mente para os colaboradores.

O inferno é o que vivemos

Eu já mencionei aqui que o Inferno é uma das estratégias usadas pelos pastores para "prender" seus fiéis. Refletindo sobre a Bíblia cheguei a uma conclusão tão polêmica que os evangélicos me esfolarão vivo se me lerem. os mandamentos e todos os ensinamentos presentes no "livro sagrado" não é para garantir sua vaga no Céu e evitar sua ida ao Inferno.
Então pra que servem os mandamentos e os ensinamentos presentes na Bíblia? imagine um mundo em que ninguém mata, rouba, mente, deseja o parceiro do próximo e etc. imaginou? Agora pense que nesse mundo todos ajudam os necessitados, perdoam as falhas dos amigos e invés de assistir BBB vai fazer caridade. isso seria um paraíso! Não ia ter quarenta virgens me esperando, mas seria como no Céu.
Agora imagine um mundo violento, onde todos matam, roubam, trem, mentem, e, bem pior, assistem BBB e a Fazenda. Seria pior que qualquer inferno descrito na bíblia. O que eu quero dizer é não existem Céu ou Inferno depois da morte. O Céu e o Inferno somos nós que fazemos, na Terra. É claro que tudo o que você fazer sozinho será inútil, mas é preciso fazer a sua parte.

As religiões contra o progresso

Até um tempo atrás eu vivia me perguntando como, em pleno século XXI, as pessoas ainda podiam acreditar em Deus. Depois compreendi que as pessoas crêem em Deus não pelo fato da Bíblia lhes soar convincente, mas porque elas precisam acreditar. Precisam acreditar que existe uma força por trás de tudo e que com Ele tudo vai melhorar. Apoiam-se na figura de Deus para continuar vivendo. Mas algumas pessoas que aquilo não faz sentido e saem, certo? Errado. Os pastores não vão deixar que as suas fontes de renda vão embora desse jeito. Por isso os amedronta. Tudo leva ao inferno, tudo é do Diabo. "Quem sai do culto vai pro Inferno!", "Carnaval é a festa do demônio!" "Humorragia é o blog do cão!". A ânsia deles é tanta que falam mais do diabo do que em Deus. E ainda garentem um extra com os CDs da Igreja, afirmando que só aqueles salvam.
Tudo nas igrejas evangélicas é feita para que dê cada vez mais dinheiro. Os fiéis são instruídos para tentar converter o maior número de pessoas possível e se por um acaso alguém venha a sair todo as pessoas do culto se mobilizam para trazê-lo de volta.
Até aí tudo bem. Não sou quem está sendo enganado e perdendo dinheiro mesmo. mas acontece que as religiões, não só as evangélicas, como também a católica (que não detém nem um décimo do poder que já possuiu) atrasam a evolução da ciência e da sociedade. Peguemos o caso das células-tronco. Elas são capazes de gerar orgãos ou tecidos inteiros e regenerar qualquer osso. É um avanço tão grande que não pode nem ser questionado. Porém muitos países ainda não fazem pesquisas porque a Igreja ainda insiste em afirmar que se trata de aborto. Também insiste em ser contra o uso de anti-concepcionais. O que talvez os religiosos não saibam é que o custo de um filho é elevado. Roupas, escola, comida, médicos, lazer. Não é à toa que a maioria das famílias só quer ter um filho. O uso de preservativos costuma ser o mais combatido. Claro, a Igreja vai pagar o tratamento de todos os infectados com HIV e outras DSTs.
A igreja e os conservadores também não querem permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo. É óbvio que o casamento é mero formalismo Mas para alguns é a comprovação do amor que sentem por seus parceiros. Impedir isto vai contra a liberdade individual.
Agora é ver por quanto tempo ainda permitiremos que a religião atrapalhe o desenvolvimento. Não vivemos na Idade Média, onde a Igreja mandaria pra fogueira todos que contrariassem suas leis e preceitos.

15 de mar. de 2010

O quanto um avatar define alguém

Não é de hoje que as pessoas usam avatares na internet. Mas esse hábito ficou ainda mais evidente com a popularização do Twitter. Alguns optam por utilizar a própria foto, mas a maioria, eu incluso, prefere a imagem de alugma personalidade ou personagem que admirem ou que se identifiquem. Selecionei meia dúzia de avatares que mais marcaram seus usuários.


8 de mar. de 2010

A idolatria feminina

Cada tempo tem o seu galã. brad Pitt, Tom Cruise, Leonardo di Caprio. O galã atual é o Robert Pattinson. Não, minto. O galã atual não é o ator em sim, mas o personagem que ele representa. Edward Cullen é o sonho de uma geração de jovens, o cara perfeito. É ele aparecer e o ar ficar mais úmido.
O que é diferente entre homens e mulheres é que, cara, as mulheres gostam de alguém que não existe. Mero fruto da imaginação de uma dona de casa mormon entediada com a rotina e trazido à vida por um ator de parcos talentos. Já a gente, homens, cultuamos garotas que existem. Scarlett Johansson, Megan Fox, Jessica Alba, entre outras garotas que deixam o dia de qualquer homem mais feliz. Admiramos as atrizes, não as personagens, porque sabemos que elas são meros elementos de ficção. Quer dizer... até um tempo atrás eu mesmo acreditava em tudo isso que eu escrevi. Daí lembrei que eu também idolatro alguém que não existe.

Sobre os blogs de variedades

Os blogs de variedade é o tipo de blog mais comum do Brasil. A aparente facilidade em mantê-los atualizados garante a procriação destas páginas. O problemas é que para ser um blogueiro bem sucedido neste gênero você tem que ser, acima de tudo, um à toa. Ficar o dia inteiro on-line para ser o primeiro a descobrir imagens, vídeos, e outras bobagens que serão replicadas por milhares de blogs menores pertencentes à kibosfera.
Os blogs como o Byte que eu gosto, Blog Ideias, entre outros, acabam sendo dispensáveis para a internet. Postam coisas já gastas, que todo mundo já se cansou de ver e, pior, como se fossem novidade!
O grande problemas dos blogs de variedade brasileiros é que eles nada criam. não, deixa isso para os estrangeiros, da onde tiram seu conteúdo. São poucos os que eu ainda vejo criando algo realmente original. Os demais vão na esteira dos melhores blogs do mundo e fazem sucesso sem merecer.

3 de mar. de 2010

Blogs finados

Blogs são como namoros. Por mais que você jure pela alma da sua mãe que ele nunca irá acabar, um dia acaba. A menos que você se profissionalize e transforme seu blog em sua fonte de renda uma hora ou outra ele vai acabar. Seja por cansaço, sensação de dever cumprido, vontade de começar novos projetos, entre outros fatores. Só ano passado pra cá vi uns cinco blogs fechando as portas e uns dez que simplesmente pararam de atualizar, sem aviso prévio. Eu, burro que sou, invés de fechar logo o Humorragia, só altero o formato de posts quando já estou enjoado de escrever do mesmo jeito. Mas é que de uma forma ou de outra eu só apegado a isso aqui, mas já defini uma data para o fim dele. Não exatamente uma data, mas uma ocasião importante que não sei bem se vai demorar muito ou pouco. O provável é que demore uns bons dois anos.
Mas o fim de um blog sempre é acompanhado de um sentimento de frustração pelos leitores. O blogueiro se esforça por meses, até anos, escrevendo e divulgando, para conseguir m grupo fiel de leitores que admira seus textos e torce por você, chegam a reclamar quando você não posta nada. Em resumo, você os vicia. Então do nada você fecha o seu blog. E lá ficam os seus leitores, órfãos, precisando encontrar um novo sentido para as suas vidas. Tá! Eu exagerei. Mas seria legal se quando eu fechar o meu blog surgissem campanhas “Volta, Humorragia!”, ou outros blogs fizessem homenagens e tudo o mais.
Agora começou a temporada para ver quais blogs acabarão em 2010. Só nesses primeiros meses já se foram o Ato ou Efeito, o Ao mirante, Nélson, e o Dicas Blogger quase entrou na onda. Já estou fazendo apostas de que quais serão os próximos.

2 de mar. de 2010

A loja verde dos nerds

Não existe palavra que traduza melhor os novos tempos do que o capitalismo. ou simplesmente, grana. Tudo em nossa volta gira em torno disso, na tentativa de pessoas que sequer conhecemos em nos fazer abrir nossas carteira e comprar seus produtos e utilizar seus serviços. Esses esforços nem sempre são completamente honestos com o consumidor. existem dois setores no mercado que são campeões em picaretagem. Vou falar sobre ambos separadamente porque estou escrevendo isso de madrugada e assim é mais rápido para se concluir o raciocínio.

Nerd: Passou a época em que os nerds eram humilhados e vítimas de preconceito. Ser nerd agora está na moda. O resultado são centenas de lojas online, principalmente de camisetas, que se espalham como uma verdadeira praga. Disso resulta xadrez e pebolim versão Star Wars, action figures e mais uma cacetada de produtos só para nos fazer ficar loucos por não ter dinheiro para comprar tudo.

Ambientalmente correto: Que o aquecimento global é um problema sério nem se discute. O problema são os espertões que pensam em faturar em cima disso. "Produto feito com papel reciclado!", "A fabricação deste produto não agride a cama de Ozônio", "Parte dos lucros vai para o WWF". Tem que ser muito trouxa inocente para cair nesse papo. E o produto às vezes chega até a ser bem mais caro que o preço normal. Salve o planeta e morra pobre.

1 de mar. de 2010

Não vou cantar porra nenhuma!

Em relação aos meus gostos, principalmente musicais, eu sou terrivelmente chato. Detesto música nacional e são poucas as bandas internacionais que eu considero realmente dignas da minha atenção. Mas em relação às bandas que me agradam eu consigo manifestar tamanho grau de vício nas canções que me pego ouvindo-as por horas durante o dia, cantando-as baixinho na rua ou escandalosamente no chuveiro. E isso tudo sem saber de nada do que a música fala, já que matei as aulas de inglês na escola. Tudo bem que eu pesquiso a tradução vez ou outra na internet, só pra ter certeza de que o vocalista não está me xingando na letra. Mas não me perguntem nada sobre gêneros, não entendo nada disso. Eu só decoro o nome das músicas, dos integrantes e dos CDs, para saber a que gênero tal banda pertence teria que recorrer ao Google.
Mas eu não entendo. Não tem festa, aula, encontro, jantar, enterro, que ninguém invente que tenho que cantar alguma música. Devem pensar que sou o filho perdido do Elvis, do Renato Russo, o maior talento musical ainda desconhecido do Brasil. Mas, bicho... Eu canto mal pra caramba! O que as pessoas ao meu redor pensam? Devem ser tudo um bando de masoquista, pra querer me ouvir cantar. E sem falar que até uma pessoa com aparelho dental e problemas de dicção juntos ia sentir pena de mim de tão errado que ia cantar. Quer se torturar? Vai a um karaokê, tem gente pior que eu lá disposta a cantar de graça.
Contudo, chega a um momento em que você precisa apertar o botão Foda-se. Sério mesmo. Já está decidido. Se um dia eu gravar um podcast no Nerds Somos Nozes, o outro blog que participo, eu canto uma música lá (que EU vou escolher) e linko aqui. Mas preparem-se. Depois não venham reclamar de sangramento nos ouvidos.

Trabalho de escola rende cada merda

Esse cordel foi produzido por mim e um grupo de amigos que só queriam saber de matar aula a pedido da professora de literatura. Conversa vai, conversa vem, a gente já ia tirar zero mesmo, então chutamos o pau da barraca e produzimos um cordel safado e que quase rendeu nossa expulsão da escola. Dica: o cordel melhora no terceiro parágrafo.


Essa é a história de João
Um cabra da peste
Que nasceu e cresceu
Lá no sertão de Nordeste

João homem trabalhador
Comia argila e sal
Comia tanta argila
Que às vezes passava mal

João comia argila porque
Não tinha nada pra comer
Se você vacilar
Ele vai comer você

João era viciado
Bebia e fumava maconha
Não arrumava mulher
Vivia quebrando uma bronha

João plantava maconha
Trabalhava na sua plantação
Ele fumava tanto
Que sempre ficava doidão

Certo dia João revoltou-se
Partiu pra zona urbana
Pensou que chegando lá
Teria uma vida bacana

João saiu do sertão
E foi pra cidade
Quando chegou lá
Passou foi necessidade

João queria trabalhar
A fome já lhe causava dor
Ele arranjou um emprego
Ator de filme pornô

João foi dispensado
Tinha pinta pequena
Ele enfiava nas nega
E elas tinham era pena

João cansou dessa vida
Decidiu voltar pro sertão
Voltar pra sua rotina
E ficar só na mão