1 de mar de 2010

Não vou cantar porra nenhuma!

Em relação aos meus gostos, principalmente musicais, eu sou terrivelmente chato. Detesto música nacional e são poucas as bandas internacionais que eu considero realmente dignas da minha atenção. Mas em relação às bandas que me agradam eu consigo manifestar tamanho grau de vício nas canções que me pego ouvindo-as por horas durante o dia, cantando-as baixinho na rua ou escandalosamente no chuveiro. E isso tudo sem saber de nada do que a música fala, já que matei as aulas de inglês na escola. Tudo bem que eu pesquiso a tradução vez ou outra na internet, só pra ter certeza de que o vocalista não está me xingando na letra. Mas não me perguntem nada sobre gêneros, não entendo nada disso. Eu só decoro o nome das músicas, dos integrantes e dos CDs, para saber a que gênero tal banda pertence teria que recorrer ao Google.
Mas eu não entendo. Não tem festa, aula, encontro, jantar, enterro, que ninguém invente que tenho que cantar alguma música. Devem pensar que sou o filho perdido do Elvis, do Renato Russo, o maior talento musical ainda desconhecido do Brasil. Mas, bicho... Eu canto mal pra caramba! O que as pessoas ao meu redor pensam? Devem ser tudo um bando de masoquista, pra querer me ouvir cantar. E sem falar que até uma pessoa com aparelho dental e problemas de dicção juntos ia sentir pena de mim de tão errado que ia cantar. Quer se torturar? Vai a um karaokê, tem gente pior que eu lá disposta a cantar de graça.
Contudo, chega a um momento em que você precisa apertar o botão Foda-se. Sério mesmo. Já está decidido. Se um dia eu gravar um podcast no Nerds Somos Nozes, o outro blog que participo, eu canto uma música lá (que EU vou escolher) e linko aqui. Mas preparem-se. Depois não venham reclamar de sangramento nos ouvidos.

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