24/07/2010

A busca de um diferencial do cinema

Pelos meus cálculos eu só assisti três filmes no cinema em toda a minha vida. Paixão de Cristo (Só assisti porque me pagaram o ingresso), Homem-Aranha 3 (Meh) e Tropa de Elite (PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR!). Só. Por ano devem ser lançados uns 100 filmes e eu vi apenas 3 na vida. A única coisa que me deixa realmente sentido em não ter o hábito de assistir filmes no escuro e com um telão gigante é que eu sei que todas as produções exibidas não são feitas com o intuito de serem vistas em DVD ou na TV a cabo. Elas são feitas para serem assistidas no cinema! Claro que a escala disso varia bastante. Ninguém precisa gastar vinte reais pra ver um filme como o Bem Amado. Mas é extremamente aconselhável paagar para ver coisas como Senhor dos Anéis, Distrito 9 e, por que não?, Avatar. Memos que depois você amaldiçoe o momento em que decidiu fazer isso porque não gostou do que viu eles são os melhores para ver no cinema.
Contudo, a verdade mesmo é que não existe nada hoje em dia além do famigerado 3D que faça uma diferença tão grande entre assistir um filme no conforto do lar ou pegando uma fila monstro antes e ter que aturar a sinfonia de celulares tocando durante a exibição do longa. Com o andar da carruagem logo todos os lançamentos abusurão da tecnologia.
A estratégia de explorar uma nova forma de se ver filmes para atrair um maior público e assim conseguir uma bilheteria mais rentável não é nova, tampouco eficaz eternamente. Quando quase ninguém ia mais ao cinema porque já se encontrava satisfeito com a dose de entretenimento diária que as recém-criadas TVs proporcionavam os empresários resolveram expandir o tamanho da tela, antes um quadrado, para o atual retângulo que conhecemos. Hoje já existem televisões com o mesmo formato de tela. Me pergunto o que as pessoas que ganham a vida com cinema vão inventar quando as TVs em 3D se popularizarem. Enquanto esse dia não chega, permaneço assistindo os últimos lançamentos daqui de casa.

22/07/2010

7 links

O amigo e comparsa Douglas Barbosa me apresentou na última quinta um projeto chamado sete links, criado pelo blogueiro Darren Rowse, para que os leitores conheçam melhor os blogs que lêem e o blogueiro tenha oportunidade de indicar outros bons blogs. Também serve para aliviar um pouco minha frustração pelo formato já antiquado dos blogs.

Era uma época negra, de inexperiência, e pra marcar isso meu post não tem nenhum texto e nada de relevante.

O que eu mais gostei de escrever

Desde quando comecei a escrever de verdade aqui eu posso dizer que gosto de tudo. Mas esse foi legal.

O que mais gerou debate

Esse tá muito longe de ser um dos meus favoritos, mas tenho que reconhecer que foi um dos mais comentados. E a maioria nem é de trolls anônimos me xingando! Eu ainda preciso atualizar esta lista, mas dve ficar para o NSN mesmo.

Artigo de outro blog que eu gostaria de ter escrito

O motivo de eu querer ter escrito isso é óbvio. Eu sempre curti escrever listas, porque ali aponto meus favoritos de alguma coisa. Claro que ninguém nunca concorda, mas está aí parte da graça da coisa.
Outro que eu gostaria de ter escrito é ESTE contra a violência infantil, mas não exatamente da mesma forma apresentada e ESSE sobre Walt Disney, um dos nomes mais importantes da animação mundial.


Artigo mais útil

Artigo mais útil até pra mim. Preciso reler isso mais vezes e ficar rico!

O melhor título da história

O que eu enganei de gente com o título desse post não está escrito! E gerou mais movimentação que o dos best sellers.

Artigo mais rejeitado

Um dos posts que mais falam do que eu sou e minha forma de pensar e o feedback foi quase zero. Decepção...

Por hora é isso. Quem sabe eu não faça a versão dois disso aqui quando estiver sem inspiração. Como agora...

15/07/2010

Ideal de felicidade

Um lugar calmo, onde o máximo de barulho sejam passarinhos cantando e um carro ou outro atravessando as ruas preguiçosamente. Um clima frio, chuvoso, fresco. Uma casa espaçosa, com inúmeros quartos e que se conservasse sempre limpa, mesmo que eu nunca a limpasse.

Passar o resto dos meus dias lendo livros e HQs, assistindo filmes, dormindo (uma das melhores coisas da vida!). Trabalhar convencionalmente nunca mais! Eu ganharia a vida apenas escrevendo meus livros detonados. Não precisava nem virar uma celebridade com ele, ficar rico ou ver minha obra transposta para o cinema. Já bastava ter o suficiente pra viver confortavelmente e sem maiores preocupações.

Também não abandonaria os blogs, até porque não estaria escrevendo isto tudo aqui se eles não fossem um dos meus hobbys. Também ainda tem a revista do NSN (ainda não posso falar o nome por causa de uma cláusula no contrato), a qual anda prometendo. Mas o certo é o futuro é incerto (eu sei, essa frase ficou horrível). nada acontece exatamente como queremos. Se não todos seriam ricos e todas as seleções venceriam a Copa. E certamente o mundo não teria metade da graça que tem.

E vocês? Têm algum ideal de felicidade?

13/07/2010

A comercialização da violência


Há tempos os canais de televisão (entenda por aqui Globo e Record principalmente) recorrem ao recurso da novelização numa disputa mesquinha por mais pontos de audiência. Peguemos o tal caso Bruno. mesmo que todos os indícios apontem que ele seja mesmo o culpado, ele nem foi julgado ainda. Mas os jornais o tratam como um grande vilão e a Elisa, a mocinha da novela criada, como a vítima da história. E os telespectadores assistem ansiosos pelo próximo capítulo. A Josi Woodstock, do Pop Nutri, escreveu este texto abaixo sobre a comercialização da violência.

Primeiramente sinto-me na obrigação de avisá-los que escrever este texto não é de modo algum uma tarefa que traz satisfação ou prazer. Escrevo de forma indignada, com a paciência esgotada de uma cidadã inconformada com a comercialização da violência.

Não pretendo citar nomes, não devo dizer qual, ou melhor, quais são os crimes que me refiro, porque a imprensa nacional já fez questão de deixar isso bem claro, tão claro que ânsias surgem quando ouço repetidamente detalhes dois casos brutais, pupilos dos jornalistas nestes dias, deixando-nos carentes de quaisquer outras informações com conteúdo relevante.

Muito mais do que detalhes, precisamos de desfechos justos.

Os telejornais se tornaram episódios insuportáveis da confirmação de que o sensacionalismo barato é suficiente para manter sentados na frente da TV, indivíduos que mesmo em busca da punição para os culpados se deixam levar por simulações, depoimentos e imagens de criminosos que nem de forma ilusória serão repreendidos ao mesmo nível de suas ações contra a sociedade.

A perspectiva para que esses assuntos deixem de ser manchetes nos próximos dias não é das mais animadoras. Fatos mais cruéis, de forte impacto na comunidade mundial são necessários. Quem sabe um ataque terrorista em massa, um acidente onde não haja sobreviventes ou alguma criança sendo defenestrada pela janela.

Cultura, meio ambiente, música... Ah, dentro de uma corrida para ver quem consegue mais audiência através da captação de atos de natureza irracional, que apodrecem ainda mais o caráter humano, esses se tornam detalhes irrelevantes, dignos uma citação aqui ou acolá, ou então quando sobra tempo ou espaço na pauta. A paz não importa, o mundo não importa, a vida definitivamente não é importante.

Chegando ao final, devo esclarecer que essa postagem deve ser entendida como uma revolta presenciada por mim enquanto tomava café em minha casa, ouvindo as palavras de minha mãe, que se sentia impotente diante da vontade de mandar um e-mail para as grandes emissoras de TV e não conseguir, pedindo o fim da comercialização da violência, algo do qual compartilho a mesma opinião.

Faz-se em minhas palavras, o protesto de Dona Maria Luiza, minha mãe.

12/07/2010

A grande questão

O Código da Vinci, do escritor norte-americano Dan Brown, foi um dos maiores sucessos literários dos últimos dez anos em todo o mundo, talvez só perdendo para o bilionário Harry Potter. O romance ficou mais de ano no topo da lista de mais vendidos, vendeu mais de 50 milhões de exemplares e ganhou uma adaptação de merda para o cinema. Não se comentava outra coisa, seja na internet, na rua, de como o livro era espetacular, de como o livro era foda, blábláblá. Hoje, as pessoas mal lembram deste livro.

Já outros livros que na época do seu lançamento não venderam tantos exemplares são lembrados até hoje por milhares de pessoas. A questão para o escritor é: ao tentar concluir seu livro, qual o seu objetivo? Ganhar dinheiro ou entrar para a história? Antigamente, talvez até houvesse escolha. Hoje, não. A menos que você consiga atenção na internet, terá que partir para o caminho das editoras. E as editoras estão cagando para o fato do seu livro ser bom ou ruim. Ele só precisa ser comercial o bastante. Por que acham que Stephenie Meyers é publicada? Porque os editores notaram potencial de lucro ali. Mas os livros são ruins, como vocês bem sabem. Precisa-se procurar um equilíbrio, em manter a obra comercial sem descuidar da qualidade. O que é bem difícil, se pensar no fato que a maioria das editoras brasileiras prefere publicar romances estrangeiros, do que os nacionais, com parcas exceções. Mas ninguém disse aqui que ser escritor profissional era fácil. Ou tenta, ou simplesmente desiste e dá chance a outras pessoas.

10/07/2010

Pontualidade

Desde que eu me conheço por gente sou compulsivamente pontual. Quando era bebê, chorava por comida no mesmo horário e quando crescido os vizinhos acertavam a hora do relógio quando me viam ir à escola. Eu sempre chegava antes da hora, por precaução. O grande porém é que o mundo não e pontual. Os professores não chegam na hora certa, se eu marcar um encontro às 8 da noite, oito horas é a hora que a garota vai estar começando a se preparar a arrumar a sair. Até mesmo os jogos da Copa não começam na hora exata. Acho que a única coisa que ninguém se atrasa é a hora de ir pra casa depois do trabalho. Até sai antes da hora.

Por isso, deixei completamente de ser pontual. Se me mandarem ir à algum lugar às duas da tarde, chego às três.

PS: Este texto não foi postado pontualmente.

08/07/2010

O paradoxo da universidade



Não existe nada mais difícil do que começar a estudar depois que se entra numa faculdade. E quando digo estudar é estudar no sentido mais verdadeiro da palavra, não só freqüentar as aulas. É um problema comum. Você se joga nos livros por meses, abdica das suas diversões para conseguir ingressar na faculdade e finalmente consegue. Primeiro você comemora. Comemora tanto que começa as aulas e você nem percebe direito. Inúmeros textos para ler, seminários para apresentar, fichamentos por fazer e você pensando que vai começar a estudar amanhã de manhã bem cedo. No outro dia, pensa a mesma coisa.
Então para não se sentir culpado prepara-se para começar a estudar. É mais motivante e adia por mais tempo os estudos. Sou mestre nisso. Primeiro, vou à Biblioteca e retiro o máximo de livros que puder. Depois, compro outra caneta, um lápis reserva e mais refil para o fichário. Agora estou pronto para começar. Não fosse aquele copo de refrigerante, uma lanchinho rápido, uma espiada naquela vizinha que nunca usa sutiã no que está passando na televisão. Agora sim, posso começar. Exceto pelo fato de ter me lembrado de que uma informação vital para meus estudos tem a ver com a aula de amanhã. Melhor esperar amanhã. De qualquer forma, veja só que horas são.
Mas o problema mesmo é quando os meses vão passando e você nem passa perto do livro. Como eu, que já estou no segundo período.

07/07/2010

Mentiras que consagram livros


Estes dois livros acima são famosos por muitos não pela sua qualidade literária, mas por duas histórias constantemente associadas a eles. O primeiro é o clássico moderno Apanhador no Campo de Centeio e o segundo é o Os Sofrimentos do Jovem Werther (relevem o título emo).

Apanhador no Campo de Centeio narra a história de um garoto comum chamado Holden Caufield que é expulso da escola por suas notas baixas. Com medo da bronca dos pais ele evita o mais possível voltar para a casa, passando um final de semana inteiro fora. A graça do livro está em ler e se identificar com frases que o protagonista diz e que você já pensou uma ou várias vezes. O problema é que poucos sabem disso. Apesar de ser um romance estudado nas escolas americanas ele é mais conhecido como o livro capaz de tornar as pessoas em assassinos. Sério, muita gente procurou lê-lo por causa e depois se gabou de não ter matado ninguém. A origem da lenda é porque o Apanhador foi encontrado junto com os assassinos de John Lennon e  Kennedy quando foram pegos. O problema é que essa lógica é estúpida. É o mesmo que se acontecesse uma onda de assaltos a bancos onde a maioria dos criminosos usassem camisas azuis e alguém gritasse: "MEU DEUS! Camisas azuis transformam as pessoas em assaltantes de bancos!".

Os Sofrimentos do Jovem Werther é famoso pela onda de suicídios que causou na época do seu lançamento. O livro é tratado como se fosse o propulsor dos suicídios. Mas a verdade é que ele se foi a gota d'água para as pessoas deprimidas e que de uma forma ou de outra iam acabar se matando. Do contrário, porque as pessoas não continuam se matando até hoje depois da leitura deste livro?

Claro que é legal que as pessoas se interessem em ler algum livro, independente do motivo, mas é forçar muito a amizade acreditar em teorias da conspiração assim.