Pelos meus cálculos eu só assisti três filmes no cinema em toda a minha vida. Paixão de Cristo (Só assisti porque me pagaram o ingresso), Homem-Aranha 3 (Meh) e Tropa de Elite (PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR!). Só. Por ano devem ser lançados uns 100 filmes e eu vi apenas 3 na vida. A única coisa que me deixa realmente sentido em não ter o hábito de assistir filmes no escuro e com um telão gigante é que eu sei que todas as produções exibidas não são feitas com o intuito de serem vistas em DVD ou na TV a cabo. Elas são feitas para serem assistidas no cinema! Claro que a escala disso varia bastante. Ninguém precisa gastar vinte reais pra ver um filme como o Bem Amado. Mas é extremamente aconselhável paagar para ver coisas como Senhor dos Anéis, Distrito 9 e, por que não?, Avatar. Memos que depois você amaldiçoe o momento em que decidiu fazer isso porque não gostou do que viu eles são os melhores para ver no cinema.
Contudo, a verdade mesmo é que não existe nada hoje em dia além do famigerado 3D que faça uma diferença tão grande entre assistir um filme no conforto do lar ou pegando uma fila monstro antes e ter que aturar a sinfonia de celulares tocando durante a exibição do longa. Com o andar da carruagem logo todos os lançamentos abusurão da tecnologia.
A estratégia de explorar uma nova forma de se ver filmes para atrair um maior público e assim conseguir uma bilheteria mais rentável não é nova, tampouco eficaz eternamente. Quando quase ninguém ia mais ao cinema porque já se encontrava satisfeito com a dose de entretenimento diária que as recém-criadas TVs proporcionavam os empresários resolveram expandir o tamanho da tela, antes um quadrado, para o atual retângulo que conhecemos. Hoje já existem televisões com o mesmo formato de tela. Me pergunto o que as pessoas que ganham a vida com cinema vão inventar quando as TVs em 3D se popularizarem. Enquanto esse dia não chega, permaneço assistindo os últimos lançamentos daqui de casa.








