12 de jul de 2010

A grande questão

O Código da Vinci, do escritor norte-americano Dan Brown, foi um dos maiores sucessos literários dos últimos dez anos em todo o mundo, talvez só perdendo para o bilionário Harry Potter. O romance ficou mais de ano no topo da lista de mais vendidos, vendeu mais de 50 milhões de exemplares e ganhou uma adaptação de merda para o cinema. Não se comentava outra coisa, seja na internet, na rua, de como o livro era espetacular, de como o livro era foda, blábláblá. Hoje, as pessoas mal lembram deste livro.

Já outros livros que na época do seu lançamento não venderam tantos exemplares são lembrados até hoje por milhares de pessoas. A questão para o escritor é: ao tentar concluir seu livro, qual o seu objetivo? Ganhar dinheiro ou entrar para a história? Antigamente, talvez até houvesse escolha. Hoje, não. A menos que você consiga atenção na internet, terá que partir para o caminho das editoras. E as editoras estão cagando para o fato do seu livro ser bom ou ruim. Ele só precisa ser comercial o bastante. Por que acham que Stephenie Meyers é publicada? Porque os editores notaram potencial de lucro ali. Mas os livros são ruins, como vocês bem sabem. Precisa-se procurar um equilíbrio, em manter a obra comercial sem descuidar da qualidade. O que é bem difícil, se pensar no fato que a maioria das editoras brasileiras prefere publicar romances estrangeiros, do que os nacionais, com parcas exceções. Mas ninguém disse aqui que ser escritor profissional era fácil. Ou tenta, ou simplesmente desiste e dá chance a outras pessoas.

3 comentários:

  1. Acho Dan Brown o tipo de autor que a gente não compra, pede emprestado. É legal por uma semana, ou três dias...mas depois não serve pra nada.

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  2. Autores como Dan Brown & gêneros são me úteis pare incentivar a leitura de quem não tem o menor hábito de ler.

    Por favor, não confundam esse comentário com a idéia de que acho algo bom e que as pessoas devem ler. Mas acho que não dá pra eu simplesmente entregar um Chuck Palahniuk pra alguém que não conseguia ler nem os livros obrigatórios da escola e simplesmente esperar que a pessoa goste/entenda.

    Então, você deixa a pessoa aprender a gostar de ler com essas historinhas bestas e quem sabe, consegue despertar nela a vontade de se aprofundar e fazer umas leituras melhores.

    E criando leitores melhores, quem sabe não criamos demanda para escritores realmente bons, principalmente aqui do Brasil =)

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  3. Ah, eu não sei se concordo com a Letícia.

    Mas concordo plenamente com o Murilo, as editoras só estão interessadas em lucro. Como no caso da Stephenie Meyers, já citado.

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