25 de jan. de 2010

Os melhores blogs do Brasil

Quem me conhece sabe que eu sou um ativo leitor e comentarista de blogs. Tanto que já escrevi três listas deles aqui, mas por algum motivo que me escapa eu mesmo discordo delas quase por completo agora. Por isso já estava mais do que na hora de eu fazer a lista definitiva. Sem essa de indicar os mais acessados ou os que têm o maior número de posts por dia. O que conta aqui é a qualidade, ela é o que importa no final. Se você discorda da lista vai tomar no cú escreva sua própria lista nos comentários.

Criado há sete anos atrás, o RA ganhou notoriedade na internet com os scans de gibis que o Eudes fazia. Depois de criar o FARRA, o blog se voltou para os mais diversos assuntos, mas sem fugir da temática nerd. Um dos grandes destaques é o formato dos posts, sempre divididos em duas partes.

Eu sou meio suspeito para afirmar que o NSN é um dos melhores blogs do Brasil. Afinal eu escrevo lá. Sem ganhar porra nenhuma, mas escrevo. Darei um bom motivo para a escolha. Eles não se atêm somente aos quadrinhos, filmes e games. Muito pelo contrário, exploram muitos outros assuntos, expandindo o universo nerd. Além disso, dificilmente você verá em outro blog textos do mesmo nível do que você encontra aqui.

Quando descobri o Ato ou Efeito achei o blog de humor e opinião perfeito. Com textos próprios, sem recorrer a imagens e vídeos da internet, e ainda ser mais engraçado que a maioria dos blogs de humor famosos. Seus destaques são as colunas Théos é tanga!, mais ateu impossível, AOE Gordinhas, revolucionando o conceito do que é mulher bonita de verdade, Inclusão Digital, com os textos dos leitores e principalmente a Secretária Eletrônica, com os comentários, e-mails e logs sendo ridicularizados pelo Pizurk. Não recomendado para leitores tangas.

Como o próprio Felipe Neto gosta de dizer o seu blog encabeça a resistência contra as celebridades de esgoto outras bobagens que circulam na mídia nacional. Por causa isso recebe cerca de cem comentários por post, geralmente de leitores furiosos. É um dos blogs em que bato o ponto nos comentários. Voltado para quem gosta de fugir um pouco das besteiras da internet.

Não existe tema mais atual do que o ambientalismo. Mas são poucos os que conseguem falar sobre ele de forma atrativa, sem ser sacal. Esse é o diferencial do Vivo Verde, que explora o ambientalismo de forma diferente, ligado a várias áreas, principalmente a tecnologia. É o único blog do gênero que eu consigo ler.

Poucos bloguistas tem tanta força quanto o Cardoso. Dono de um estilo único, crítico, ele discorre sobre os mais diversos assuntos, ainda que dê preferência aos voltados para a internet. Odiado por muitos, idolatrados por tantos outros, conseguiu a proeza de ser um bloguista com personalidade.

Eu devia colocar só um blog nerd na lista, mas eu não podia deixar de fora o blog onde me informo sobre as fofocas e boatos do cinema. Para quem ainda não conhece o Melhores do Mundo é só imaginar um Omelete safado e com provocações entre os membros, um gay, outro que tentou entrar no BBB e por aí vai. Lá cada blogueiro é um super-herói e se assume como tal.

 O Treta está muito a frente dos outros blogs de variedades famosos. Poucos blogs são tão criativos e originais, até mesmo no me nome e cada seção. Só pra ficr em um exemplo em que outro lugar você vê algo tão genial quanto: “Plantão Treta: O seu noticiário de notícias”?

O que faz o Sedentário se destacar são a grande qualidade das suas colunas. Um blog que tem coisas como Cavernas e Dragões, Cinemando e Teorias da Conspiração não poderia ficar de fora da lista.

Não existe melhor lugar para saber as notícias sobre mangás e animes do que aqui. Mantido pelo Alex Lancaster (em breve por uma equipe) a página não se limita só a dar notícias, mas também dá profundidade a elas, fazendo com que você compreenda mais sobre o mercado japonês de quadrinhos. Ocasionalmente, ainda tem reviews e artigos.

Feito quase que exclusivamente de resenhas de mangás e animes, o Sakê com Sal é o blog otaku mais divertido da internet. Mesmo sendo uma merda, como os próprios membros fazem questão de afirmar, ainda é o melhor lugar para saber se tal desenho ou quadrinho vale a pena. Isso se você conseguir confiar no gosto deles!

Existem milhares de blogs de tirinhas na internet, mas o Um Sábado Qualquer é um dos que mais chegou perto de uma tirinha profissional. Sem radicalizar no formato ou apelar para palavrões e piadas escatológicas o cartunista Carlos Ruas se aproveitou de personagens da Bíblia pra transformá-los em personagens carismáticos, não devendo nada a obras mais famosas, como Mafalda e Peanuts.

Eu sempre achei que blogar era muito mais que do que catar imagens legais da internet e vídeo engraçados no YouTube. Talvez por isso eu goste tanto do O Crepúsculo (não tem nada a ver com a saga dos emópiros). Criado pelo Pedro Américo, ou Turambar como gosta de ser chamado, lá se encontram crônicas sobre o cotidiano, textos opinativos e pequenos posts de humor. Tudo o que eu sempre quis fazer por aqui, mas a preguiça não deixa.

21 de jan. de 2010

Quiz



Já havia me cadastrado há certo tempo naquele jogo. Era tudo muito simples: você se cadastrava, eles te ligavam e você tinha que responder algumas perguntas. Eu nem saía mais de casa, e quando saía colocava um dos meus filhos ou minha esposa de prontidão ao lado do telefone (na época não existia celular). Cada chamada era um nascer de esperança. Normalmente era o meu chefe ligando pra avisar que eu faltasse mais um dia o emprego tava demitido.
Voltei a trabalhar, a casa em perene silêncio. Tudo o que pudesse impedir de se ouvir o toque do telefone mantinha-se desligado.
Até que um dia, sábado pra ser mais preciso, o telefone tocou e aminha família toda correu pra atender. Eu, que estava mais próximo cheguei primeiro e peguei o fone. Quase desmaiei ao ouvir a voz do locutor famoso do quis do rádio em que me cadastrara.
Fiquei pasmo, mandei chamar todo mundo que conhecia e até quem nunca vi na frente. Vizinhos, amigos, colegas de trabalho, o chefe, professores dos meus filhos. Qual era o prêmio? Uma casa, que eu queria mesmo já tendo conseguido comprar a minha. Mesmo assim o apresentador sempre fala: “Vai se livrar do aluguel, hein, amigo?”. E eu estava lá, faltava só uma pergunta, todo mundo com o ouvido colado ao rádio, esperando a continuidade do quiz. E o filho da mãe do locutor com aquele baita suspense chato!
“Última pergunta: Valendo uma casa! Qual a cor do cavalo Branco do Napoleão”. Eu, crente da resposta disse branco, óbvio. “A resposta está...” (acrescente meia hora de suspense aqui) “... ERRADA!” Como assim errada? Caí pra trás. Empacotei. Não soube como pude errar uma pergunta dessas. A aglomeração foi se dispersando pouco a pouco. E fiquei só. Porque quando se tem algo ou se é importante, mesmo que por pouco tempo, sempre haverá alguém ao seu redor.

Desenhos que marcaram a minha infância


Hora de relembrar meus tempos de criança, citando os desenhos da época que foram os mais representativos para mim. Somente cinco, até porque não quero ficar o resto do dia escrevendo este post. Tive a idéia acessando o Chaves Papel. O cara me fez lembrar que ainda tem muita coisa que eu ainda não abordei por aqui. Nem preciso dizer que esse post é egoísta, feito apenas para me deleitar lembrando de bons desenhos. E quem reclamar que faltou Ursinhos Carinhosos é viado.

Turminha da sala 402: Simples, mas muito engraçado e com um roteiro que não me chamava de idiota só por ser criança. Com um humor crítico, zombava dos tipos comuns americanos. As crianças eram tão convincentes e bem construídas que era impossível não se identificar com alguns.
 
Doug: O desenho que mais me identificava. Doug era um garoto comum, com problemas comuns e típicos da sua idade, cm a diferença que ele narrava todo o que acontecia enquanto escrevia o seu diário. Escola, amigos, o valentão, o amor, nada que não pudesse acontecer com ninguém. Bem, tinha o Costelinha, claramente inspirado no Snoopy. Ele era mais inteligente que quase todo mundo que eu conhecia!
 
O Fantástico Mundo de Bobby: Outro desenho pé no chão, sem os exageros e fantasias dos desenhos americanos. Um garoto de 4 anos usava sua imaginação para tentar entender o mundo. Um enredo tão básico conseguiu façanhas fantásticas. De surreal na história só tinha o fato de ninguém estranhar a cabeça do Bobby, maior que o próprio corpo.
 
Fly: Quem não se lembra das altas confusões que o Fly se metia enquanto estudava magia com o seu avô, o qual não passava de um dos monstros da ilha onde morava. Saudade dessa época em que anime era só mais um desenho como qualquer outro.
 
Street Fighter: Como vocês já devem ter percebido, SBT era o canal que eu mais assistia. De todos os desenhos que eu via um dos meus favoritos era Street Fighter. Assistia religiosamente a dura jornada de Ken e Ryu para desenvolver suas habilidades e correr atrás de novos desafios. A temática era mais adulta, cenas muito fortes para uma criança da minha idade, personagens quebrando as costelas e teve até o Veja, ou Balrog no original cortando a própria língua. Mas o que curto rever até hoje era a cena da Chun Lee tomando banho!

Corinthians, campeão da Libertadores


Não, eu não sou corintiano. É o tipo de desgraça que não desejo a ninguém, acredite. Mas muitos amigos meus são. Como bom torcedor do São Paulo a coisa pelo qual menos torço é a vitória do Timãozinho na Libertadores. Mas sou meio pessimista, então espero o pior. Algo me diz que além de ganhar, vai ganhar bonito. Não será como o Brasileirão de 2005, que ele levou a taça com o maior número de jogos roubados da história. Não, vai ser uma vitória digna. E assim vai calar a minha boca e a de milhares de pessoas. Nunca mais poderemos rir do fato de nunca terem conquistado uma Libertadores.
Mas vamos olhar pelo lado bom da coisa. Com o Corinthians sendo campeão não haverá mais dúvidas sobre 2012. Corinthians vencendo a Libertadores? Quer maior prova de que o fim do mundo está próximo do que essa?
E ainda tem outra vantagem. A violência diminuirá bastante. Os corintianos estarão ocupados demais assistindo os jogos e comemorando o título. Poderemos sair de casa sem medo de sermos assaltados, seqüestrados ou até mortos. A mais profunda paz reinará. Até as cidades ficarão mais limpas.
Pra terminar deixo uma mensagem para o caso de ter algum corintiano perdido aqui no blog. Vocês podem até ganhar a Libertadores. Mas vão morrer sem estádio!
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*Esse post é uma brincadeira. Corinthians nunca vai ganhar uma Libertadores.

Terror nacional de verdade


O terror sempre foi o gênero mais extremo do cinema. Seja em uma casa abandonada, num cemitério, num pesadelo. Independente da qualidade sempre chama atenção e é aposta quase certa de lucro. Curiosamente, o terror nunca foi muito produzido no Brasil. Quando feito, explora mitos e monstros europeus, desperdiçando a riqueza da nossa cultura. Um dos poucos que ainda se esforçam para mudar essa situação é o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Ainda assim, ele deixa muita coisa da cultura nacional de fora. Demonstrarei as coisas brasileiras que se fossem utilizadas em uma filme de terror bateriam qualquer Exorcista e Iluminado.

Sarney: Um filme do Sarney? Isso ia superar qualquer Jason, Freddy Krueger, Leatherface, Frankenstein, Dracula, e tudo o mais que você consiga lembrar. Ia ser o maior monstro da história do cinema. Sem ter nem filme ele já aterroriza o Brasil sendo presidente do Senado. Merece ter tantos filmes quanto a série Sexta-Feira 13.

Hebe e Ana Maria Braga: Fala a verdade, vai dizer que você não foge da sala quando alguém da sua casa, geralmente o pai ou a mãe, liga a TV na Ana Maria Braga e na Hebe? Agora imagina as duas juntas, por mais de duas horas, com o áudio e a tela de cinema contando casos de vida e entrevistando aquelas pessoas que você nunca viu e que não gostaria de conhecer. Agora que a Hebe quase morreu dava até pra ela pegar um papel de zumbi.

Calypso: Edifício Joelma pra quê? Sinto muito mais medo da dupla Joelma e Chimbinha do que o boato do incêncio provocado por espíritos. E nem precisava de muito. Era só colocar o DVD do Calypso bem alto e pronto. O que ia ter de nego fugindo...

Sessão da Tarde: Todo cinema devia transmitir à tarde a Sessão da Tarde. Qual outra sessão exibe filmes que ainda nem estrearam no cinema, como os supersucessos De Volta para o futuro, A Lagoa azul, Curtindo a Vida Adoidado, e até o sucesso Avatar: O Início, também conhecido como Pocahontas.

Eu: Mas terror assustador de verdade seria se fizessem um filme comigo como monstro. Todo mundo sai correndo quando me aproximo pra conversar e dizem que o meu ronco parece coisa do outro mundo. E olha que nem sou chato, ainda que todo mundo afirme o contrário.

20 de jan. de 2010

Primeiro encontro


Minhas pernas tremiam mais que vara verde em terremoto. Eu nem mesmo acreditei quando ela abriu a boca pequena para dizer sim baixinho. O primeiro encontro. Num cinema. Não fui corajoso o bastante pra onvidá-la a ir pra um lugar menos impessoal.
Eu começava a pensar. Por que ela aceitou o convite? Amizade? Mas nós mal nos falávamos. Talvez para nos conhecermos melhor. de uma forma ou de outra aquela era minha única chance.
Pus minha mão gélida e suada em cima da dela, mas com tamanha força que fez com que ela me encarasse, confusa. Lentamente, afrouxei o aperto e aproveitei o calor da sua mão. Fiquei assim por não sei quanto tempo. Talvez, uma hora, ou meia, cinco segundos.
Os créditos apareceram e todas as pessoas ao meu redor começaram a se levantar. Poxa, se eu tivesse comprado os ingressos pra assistir Senhor dos Anéis ainda teria mais duas horas com ela. Olhei em sua direção, percebendo que em seu olhar uma pergunta: "Vai ficar segurando a minha mão o resto do dia?". Sem graça soltei.
Era a hora de irmos. Ensaiei tanto que eu ia dizer e no entrei mudo e saí calado. Andávamos lentamente, melancólicos. Eu por motivos óbvios, ela por ter se contagiado com a minha tristeza, sei lá.
- Antes de me levar em casa preciso ir a um lugar. Tudo bem pra você? - ela me perguntou.
- Claro. - E o que mais eu diria? Que não?!
Quase meia-hora andando. Quando dei por mim já era noite e estávamos na praia. Olhei confuso para ela.
- Sabe por que aceitei sair com você? Você não é como os outros garotos. Nunca vi você com ninguém, só ficava me admirando sem coragem de tentar falar comigo. Eu me perguntava se ficaríamos assim pra sempre, mas você finalmente tomou a iniciativa. Também tinha que fazer a minha parte.
- Ela me beijou. E depois eu acordei.
- Vai se fuder, cara! Fiquei um tempão ouvindo você contar essa história e tudo não passava de um sonho? - esbravejou o meu amigo afoito a quem eu contava tudo.
- Aí minha mãe me disse que uma garota tinha me trazido em casa ontem porque eu desmaiei no meio da rua.
- Tudo isso por causa de um beijo?! Você tá é inventando essa história.
- Quando perguntada pela minha mãe quem ela disse que estudava comigo e que era minha namorada. O chato é que no outro dia meus pais ficaram me olhando com a maior cara de bobos.

8 de jan. de 2010

Pessimismo: Estilo de vida.


O pessimismo é um sentimento que se adquire com o passar dos anos, à medida que a sua idade avança e você passa a compreender o mundo. Talvez aos olhos dos otimistas eu seja um depressivo que quer se matar. Esta visão não coresponde exatamente à realidade. Eu não fico choramingando pelos cantos. Sou normal, como qualquer um.
Para esclarecer melhor o pessimismo elucidarei algumas coisas. A vida independente de idade, sexo, etnia, nacionalidade e religião, é feita de expectativas. a expectativa da criança em saborear um doce ou de ganhar um brinquedo no aniversário, do estudante em passar de ano, do trabalhador em ter um aumento de salário e do bandido em roubar e não ser preso. A diferença de pessoas que, como eu, são pessimistas de carteira assinada e validada em todo o Brasil, é que não nutrimos essas expectativas, ao nosso ver, não passam de ilusões. Até consideramos brevemente a possibilidade, mas a descartamos logo em seguida. E se por um milagre, ótimo. Um bônus que eu nem esperava.

O pessimismo não passa disso, uma forma de evitar decepções. Porque todo pessimista já está de saco cheio de se decepcionar. De ter certeza que vai conseguir uma promoção e não ser verdade. De que seu time será campeão e no fim ser rebaixado. Simplesmente não esperamos mais nada. E até há quem se divirta com isso.
Iniciarei uma série sobre o Pessimismo aqui no blog. Ninguém vai ler, mas eu farei para estimular a escrita. A idéia ser leve e divertida, mas sairá maçante e amarga. Melhor parar, meu pessimismo vai detonar o final do texto.
Até a próxima! Ou não.