4 de fev de 2010

Corrupção: Costume nacional?

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Corrupção. Existirá palavra mais familiar aos brasileiros do que essa? Seja em São Paulo, Espírito Santo, Sergipe ou Brasília, ela está presente, envolta sobre um ar de impunidade. Não me refiro somente aos rombos nos cofres públicos cometidos por maus políticos. Lembra aquela vez que você trapaceou no jogo de cartas ou na sinuca quando ninguém estava olhando? Que alguém te passou o troco a mais e você fingiu não perceber? Ou aquela vez que você colou na prova?  Isso também é corrupção, meu amigo. Talvez você esteja correndo para os comentários agora pra me dizer que isso é um absurdo, que não há comparação entre o mal que um político faz e o que você comete. Não importa a dimensão. O principio é o mesmo. Não adianta reclamar dos políticos corruptos se você também não é honesto. O maior indício de que você não é honesto é você só se preocupar para a corrupção de determinado presidente porque ela te prejudica. Do contrário protestaria também a favor das pessoas, que iludidas por um ideal de riqueza, acabam trabalhando quase como escravas, ganhando somente alimentação e pouco mais de um real por dia.
Estou dizendo com isso que devemos parar de combater os políticos corruptos? Não, estou dizendo que esse combate nunca irá acabar. Cortamos a cabeça da serpente e nascerá outra no lugar. A menos que criemos leis mais duras para este tipo de crime a corrupção sempre existirá na política nacional. Mas não consigo crer nisso, já que as leis são votadas pelos próprios políticos. Ou se votássemos conscientes de nossa responsabilidade, mas com os rumos que as coisas tomam, também não credito nisso. A vontade de se sair melhor que os outros é inerente ao ser humano. Por isso a corrupção não acabará, inclusive a sua. Ela só mudará de significado a partir dos anos. Até ser aceita plenamente pela sociedade. Não estamos muito longe disso se pensarmos que existem políticos que abrem a boca pra falar que roubam, mas fazem.

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