25 de ago. de 2010

E-readers

No início do ano escrevi este post comentando sobre como os livros de papel não sumiriam tão facilmente
quanto alguns se esforçavam para afirmar. Claro que a estrutura, seja de papel ou uma tela LCD não muda o sentido da leitura, há obras que sobreviveram séculos sendo publicados em papel e ainda são best sellers, caso de Arte da Guerra, que até hoje está na lista dos livros mais vendidos da última semana. As diferenças residem mais no lado sentimental. Sentir o cheiro de papel novo, a textura. A mesma coisa que alguns falam dos discos de vinil com grande nostalgia. Mas toda inovação tecnológica tem mais vantagens que a anterior. Em se tratando dos livros isso pode trazer mudanças significativas na forma como as pessoas interagem entre si.


Vantagens dos e-readers


Espaço: Confesso. Meu sonho desde criança é ter uma biblioteca enorme dentro de casa com milhares de livros. Na época eu não pensava que para isso eu ia precisar de uma casa enorme, várias estantes e ainda perder vários dias cuidando de atividades como tirar o pó, arrumar as estantes, organizar por autores e impedir que as traças façam um banquete. Com um Ipad por exemplo você não precisa se preocupar com esse tipo de coisa. Melhor deixar para os especialistas como eu. É só por o livro no aparelhinho e cuidar de não estragá-lo. Você pode ter uma verdadeira biblioteca debaixo do braço e levar para qualquer lugar. Isso pra mim é o mesmo que nunca ter que receber aqueles olhares de "Cara, você é maluco?!" por estar lendo um tijolão de 700 ou 900 páginas.

Preço: Os livros digitais, pelo menos em teoria, tem que ser muito mais baratos que os livros convencionais. Afinal, as editoras não teriam mais gastos com impressão, papel e distribuição para livrarias. O único gasto seria a edição e a manutenção de um bom site. Poderiam até dispensar o trabalho das editoras que publicam seus livros em outros países e só manter uma filial que atendesse a clientela e cuidasse da tradução. Os próprios autores poderiam vender seus livros diretamente, descartando o trabalho das editoras. Um trabalho semelhante com o que acontece com bandas hoje em dia, que disponibilizam suas músicas na internet. Stephen King já tentou isso. O rei do terror cedia um capítulo novo de seu livro se 75% dos leitores pagassem pelo menos um dólar.
Isso implicaria também que eu nunca mais gastaria dinheiro pra comprar um clássico literário. Eu o baixaria de graça por ser domínio público. Alguns também baixariam de graça obras que não estão nem um pouco no domínio público de formas alternativas. Ao menos a leitura seria algo mais democrático e mais prático do que ler tudo na tela do PC.

Mobilidade: No computador você é obrigado a ler sentado. Com um Ipad essa dificuldade some. Pode-se ler na cama, no sofá, na mesa durante o almoço, no carro, etc. Nem um notebook tem essa mobilidade toda.


Desvantagens


São tantas que mal sei por onde começo. Primeiro, saia de casa com um Ipad nas mãos. As chances de você tirá-lo da mochila e não ser roubado são bem escassas. É sério, já vi ladrão roubando até celulares monocromáticos. Segundo, a tela do Ipad emite luz. Ou seja, um cara como eu que às vezes fica umas duas ou três horas seguidas lendo sem arder os olhos. Isso faz com que um Ipad se iguale a um computador. Mal podemos sair com ele de casa por medo de ser roubado e emite a mesma luz de uma tela de computador convencional.


Outra vantagem detectada: Num Ipad você pode fazer mais coisas além de ler

24 de jul. de 2010

A busca de um diferencial do cinema

Pelos meus cálculos eu só assisti três filmes no cinema em toda a minha vida. Paixão de Cristo (Só assisti porque me pagaram o ingresso), Homem-Aranha 3 (Meh) e Tropa de Elite (PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR!). Só. Por ano devem ser lançados uns 100 filmes e eu vi apenas 3 na vida. A única coisa que me deixa realmente sentido em não ter o hábito de assistir filmes no escuro e com um telão gigante é que eu sei que todas as produções exibidas não são feitas com o intuito de serem vistas em DVD ou na TV a cabo. Elas são feitas para serem assistidas no cinema! Claro que a escala disso varia bastante. Ninguém precisa gastar vinte reais pra ver um filme como o Bem Amado. Mas é extremamente aconselhável paagar para ver coisas como Senhor dos Anéis, Distrito 9 e, por que não?, Avatar. Memos que depois você amaldiçoe o momento em que decidiu fazer isso porque não gostou do que viu eles são os melhores para ver no cinema.
Contudo, a verdade mesmo é que não existe nada hoje em dia além do famigerado 3D que faça uma diferença tão grande entre assistir um filme no conforto do lar ou pegando uma fila monstro antes e ter que aturar a sinfonia de celulares tocando durante a exibição do longa. Com o andar da carruagem logo todos os lançamentos abusurão da tecnologia.
A estratégia de explorar uma nova forma de se ver filmes para atrair um maior público e assim conseguir uma bilheteria mais rentável não é nova, tampouco eficaz eternamente. Quando quase ninguém ia mais ao cinema porque já se encontrava satisfeito com a dose de entretenimento diária que as recém-criadas TVs proporcionavam os empresários resolveram expandir o tamanho da tela, antes um quadrado, para o atual retângulo que conhecemos. Hoje já existem televisões com o mesmo formato de tela. Me pergunto o que as pessoas que ganham a vida com cinema vão inventar quando as TVs em 3D se popularizarem. Enquanto esse dia não chega, permaneço assistindo os últimos lançamentos daqui de casa.

22 de jul. de 2010

7 links

O amigo e comparsa Douglas Barbosa me apresentou na última quinta um projeto chamado sete links, criado pelo blogueiro Darren Rowse, para que os leitores conheçam melhor os blogs que lêem e o blogueiro tenha oportunidade de indicar outros bons blogs. Também serve para aliviar um pouco minha frustração pelo formato já antiquado dos blogs.

Era uma época negra, de inexperiência, e pra marcar isso meu post não tem nenhum texto e nada de relevante.

O que eu mais gostei de escrever

Desde quando comecei a escrever de verdade aqui eu posso dizer que gosto de tudo. Mas esse foi legal.

O que mais gerou debate

Esse tá muito longe de ser um dos meus favoritos, mas tenho que reconhecer que foi um dos mais comentados. E a maioria nem é de trolls anônimos me xingando! Eu ainda preciso atualizar esta lista, mas dve ficar para o NSN mesmo.

Artigo de outro blog que eu gostaria de ter escrito

O motivo de eu querer ter escrito isso é óbvio. Eu sempre curti escrever listas, porque ali aponto meus favoritos de alguma coisa. Claro que ninguém nunca concorda, mas está aí parte da graça da coisa.
Outro que eu gostaria de ter escrito é ESTE contra a violência infantil, mas não exatamente da mesma forma apresentada e ESSE sobre Walt Disney, um dos nomes mais importantes da animação mundial.


Artigo mais útil

Artigo mais útil até pra mim. Preciso reler isso mais vezes e ficar rico!

O melhor título da história

O que eu enganei de gente com o título desse post não está escrito! E gerou mais movimentação que o dos best sellers.

Artigo mais rejeitado

Um dos posts que mais falam do que eu sou e minha forma de pensar e o feedback foi quase zero. Decepção...

Por hora é isso. Quem sabe eu não faça a versão dois disso aqui quando estiver sem inspiração. Como agora...

15 de jul. de 2010

Ideal de felicidade

Um lugar calmo, onde o máximo de barulho sejam passarinhos cantando e um carro ou outro atravessando as ruas preguiçosamente. Um clima frio, chuvoso, fresco. Uma casa espaçosa, com inúmeros quartos e que se conservasse sempre limpa, mesmo que eu nunca a limpasse.

Passar o resto dos meus dias lendo livros e HQs, assistindo filmes, dormindo (uma das melhores coisas da vida!). Trabalhar convencionalmente nunca mais! Eu ganharia a vida apenas escrevendo meus livros detonados. Não precisava nem virar uma celebridade com ele, ficar rico ou ver minha obra transposta para o cinema. Já bastava ter o suficiente pra viver confortavelmente e sem maiores preocupações.

Também não abandonaria os blogs, até porque não estaria escrevendo isto tudo aqui se eles não fossem um dos meus hobbys. Também ainda tem a revista do NSN (ainda não posso falar o nome por causa de uma cláusula no contrato), a qual anda prometendo. Mas o certo é o futuro é incerto (eu sei, essa frase ficou horrível). nada acontece exatamente como queremos. Se não todos seriam ricos e todas as seleções venceriam a Copa. E certamente o mundo não teria metade da graça que tem.

E vocês? Têm algum ideal de felicidade?

13 de jul. de 2010

A comercialização da violência


Há tempos os canais de televisão (entenda por aqui Globo e Record principalmente) recorrem ao recurso da novelização numa disputa mesquinha por mais pontos de audiência. Peguemos o tal caso Bruno. mesmo que todos os indícios apontem que ele seja mesmo o culpado, ele nem foi julgado ainda. Mas os jornais o tratam como um grande vilão e a Elisa, a mocinha da novela criada, como a vítima da história. E os telespectadores assistem ansiosos pelo próximo capítulo. A Josi Woodstock, do Pop Nutri, escreveu este texto abaixo sobre a comercialização da violência.

Primeiramente sinto-me na obrigação de avisá-los que escrever este texto não é de modo algum uma tarefa que traz satisfação ou prazer. Escrevo de forma indignada, com a paciência esgotada de uma cidadã inconformada com a comercialização da violência.

Não pretendo citar nomes, não devo dizer qual, ou melhor, quais são os crimes que me refiro, porque a imprensa nacional já fez questão de deixar isso bem claro, tão claro que ânsias surgem quando ouço repetidamente detalhes dois casos brutais, pupilos dos jornalistas nestes dias, deixando-nos carentes de quaisquer outras informações com conteúdo relevante.

Muito mais do que detalhes, precisamos de desfechos justos.

Os telejornais se tornaram episódios insuportáveis da confirmação de que o sensacionalismo barato é suficiente para manter sentados na frente da TV, indivíduos que mesmo em busca da punição para os culpados se deixam levar por simulações, depoimentos e imagens de criminosos que nem de forma ilusória serão repreendidos ao mesmo nível de suas ações contra a sociedade.

A perspectiva para que esses assuntos deixem de ser manchetes nos próximos dias não é das mais animadoras. Fatos mais cruéis, de forte impacto na comunidade mundial são necessários. Quem sabe um ataque terrorista em massa, um acidente onde não haja sobreviventes ou alguma criança sendo defenestrada pela janela.

Cultura, meio ambiente, música... Ah, dentro de uma corrida para ver quem consegue mais audiência através da captação de atos de natureza irracional, que apodrecem ainda mais o caráter humano, esses se tornam detalhes irrelevantes, dignos uma citação aqui ou acolá, ou então quando sobra tempo ou espaço na pauta. A paz não importa, o mundo não importa, a vida definitivamente não é importante.

Chegando ao final, devo esclarecer que essa postagem deve ser entendida como uma revolta presenciada por mim enquanto tomava café em minha casa, ouvindo as palavras de minha mãe, que se sentia impotente diante da vontade de mandar um e-mail para as grandes emissoras de TV e não conseguir, pedindo o fim da comercialização da violência, algo do qual compartilho a mesma opinião.

Faz-se em minhas palavras, o protesto de Dona Maria Luiza, minha mãe.

12 de jul. de 2010

A grande questão

O Código da Vinci, do escritor norte-americano Dan Brown, foi um dos maiores sucessos literários dos últimos dez anos em todo o mundo, talvez só perdendo para o bilionário Harry Potter. O romance ficou mais de ano no topo da lista de mais vendidos, vendeu mais de 50 milhões de exemplares e ganhou uma adaptação de merda para o cinema. Não se comentava outra coisa, seja na internet, na rua, de como o livro era espetacular, de como o livro era foda, blábláblá. Hoje, as pessoas mal lembram deste livro.

Já outros livros que na época do seu lançamento não venderam tantos exemplares são lembrados até hoje por milhares de pessoas. A questão para o escritor é: ao tentar concluir seu livro, qual o seu objetivo? Ganhar dinheiro ou entrar para a história? Antigamente, talvez até houvesse escolha. Hoje, não. A menos que você consiga atenção na internet, terá que partir para o caminho das editoras. E as editoras estão cagando para o fato do seu livro ser bom ou ruim. Ele só precisa ser comercial o bastante. Por que acham que Stephenie Meyers é publicada? Porque os editores notaram potencial de lucro ali. Mas os livros são ruins, como vocês bem sabem. Precisa-se procurar um equilíbrio, em manter a obra comercial sem descuidar da qualidade. O que é bem difícil, se pensar no fato que a maioria das editoras brasileiras prefere publicar romances estrangeiros, do que os nacionais, com parcas exceções. Mas ninguém disse aqui que ser escritor profissional era fácil. Ou tenta, ou simplesmente desiste e dá chance a outras pessoas.

10 de jul. de 2010

Pontualidade

Desde que eu me conheço por gente sou compulsivamente pontual. Quando era bebê, chorava por comida no mesmo horário e quando crescido os vizinhos acertavam a hora do relógio quando me viam ir à escola. Eu sempre chegava antes da hora, por precaução. O grande porém é que o mundo não e pontual. Os professores não chegam na hora certa, se eu marcar um encontro às 8 da noite, oito horas é a hora que a garota vai estar começando a se preparar a arrumar a sair. Até mesmo os jogos da Copa não começam na hora exata. Acho que a única coisa que ninguém se atrasa é a hora de ir pra casa depois do trabalho. Até sai antes da hora.

Por isso, deixei completamente de ser pontual. Se me mandarem ir à algum lugar às duas da tarde, chego às três.

PS: Este texto não foi postado pontualmente.

8 de jul. de 2010

O paradoxo da universidade



Não existe nada mais difícil do que começar a estudar depois que se entra numa faculdade. E quando digo estudar é estudar no sentido mais verdadeiro da palavra, não só freqüentar as aulas. É um problema comum. Você se joga nos livros por meses, abdica das suas diversões para conseguir ingressar na faculdade e finalmente consegue. Primeiro você comemora. Comemora tanto que começa as aulas e você nem percebe direito. Inúmeros textos para ler, seminários para apresentar, fichamentos por fazer e você pensando que vai começar a estudar amanhã de manhã bem cedo. No outro dia, pensa a mesma coisa.
Então para não se sentir culpado prepara-se para começar a estudar. É mais motivante e adia por mais tempo os estudos. Sou mestre nisso. Primeiro, vou à Biblioteca e retiro o máximo de livros que puder. Depois, compro outra caneta, um lápis reserva e mais refil para o fichário. Agora estou pronto para começar. Não fosse aquele copo de refrigerante, uma lanchinho rápido, uma espiada naquela vizinha que nunca usa sutiã no que está passando na televisão. Agora sim, posso começar. Exceto pelo fato de ter me lembrado de que uma informação vital para meus estudos tem a ver com a aula de amanhã. Melhor esperar amanhã. De qualquer forma, veja só que horas são.
Mas o problema mesmo é quando os meses vão passando e você nem passa perto do livro. Como eu, que já estou no segundo período.

7 de jul. de 2010

Mentiras que consagram livros


Estes dois livros acima são famosos por muitos não pela sua qualidade literária, mas por duas histórias constantemente associadas a eles. O primeiro é o clássico moderno Apanhador no Campo de Centeio e o segundo é o Os Sofrimentos do Jovem Werther (relevem o título emo).

Apanhador no Campo de Centeio narra a história de um garoto comum chamado Holden Caufield que é expulso da escola por suas notas baixas. Com medo da bronca dos pais ele evita o mais possível voltar para a casa, passando um final de semana inteiro fora. A graça do livro está em ler e se identificar com frases que o protagonista diz e que você já pensou uma ou várias vezes. O problema é que poucos sabem disso. Apesar de ser um romance estudado nas escolas americanas ele é mais conhecido como o livro capaz de tornar as pessoas em assassinos. Sério, muita gente procurou lê-lo por causa e depois se gabou de não ter matado ninguém. A origem da lenda é porque o Apanhador foi encontrado junto com os assassinos de John Lennon e  Kennedy quando foram pegos. O problema é que essa lógica é estúpida. É o mesmo que se acontecesse uma onda de assaltos a bancos onde a maioria dos criminosos usassem camisas azuis e alguém gritasse: "MEU DEUS! Camisas azuis transformam as pessoas em assaltantes de bancos!".

Os Sofrimentos do Jovem Werther é famoso pela onda de suicídios que causou na época do seu lançamento. O livro é tratado como se fosse o propulsor dos suicídios. Mas a verdade é que ele se foi a gota d'água para as pessoas deprimidas e que de uma forma ou de outra iam acabar se matando. Do contrário, porque as pessoas não continuam se matando até hoje depois da leitura deste livro?

Claro que é legal que as pessoas se interessem em ler algum livro, independente do motivo, mas é forçar muito a amizade acreditar em teorias da conspiração assim.

30 de jun. de 2010

Pelas copas

Eu era novo demais pra lembrar da vitoriosa Copa de 1994. Quer dizer, lembrar dela ao vivo, porque meu pai não se cansava de falar dela e porque já tinha assistido a gravação da final umas mil vezes. Desde minha mais tenra idade eu já conseguia compreender que aquilo era muito importante para todos os brasileiros e que o Brasil era a melhor seleção do mundo. Falaram tanto isso, que quatro anos depois, quando eu já era velho o bastante, ninguém duvidava que o Brasil fosse ganhar a Copa de 98. Afinal, era a melhor seleção, campeã do mundo, e ainda tínhamos Ronaldo, que na época nem de Fenômeno era chamado. Era certo. E depois daquela partida sofrida contra a Holanda então, decidida nos pênaltis, a certeza pareceu aumentar ainda mais. Mas todos lembram o que aconteceu. O Brasil não perdeu para a França, foi subjugado por elas. 3 a 0 e ainda tem que ficar feliz por não ter perdido por mais. O Ronaldo, maior esperança do time, jogou tão mal que parecia que havia acabado de conhecer uma bola. Enfim, o ego dos brasileiros ficou lá embaixo e por anos só se comentava em uma revanche do Brasil com a França.
Depois dessa Copa a seleção brasileira caiu ladeira abaixo. Começou a empatar em amistosos com times insignificantes, como Venezuela e Chile, e mal ganhava contra as seleções mais fortes. Quando chegou na copa de 2002 ninguém mais acreditava. Diziam que o Brasil ia sair na primeira fase, e eu não duvidava nem um pouco disso. A seleção mal tinha se classificado!
Com o passar dos jogos vi a seleção crescer, atropelar a Inglaterra e vi florescer pouco a pouco a mesma confiança nas pessoas que conheço e nas em quem eu nunca tinha visto na vida pelo time do Brasil. Por algumas horas esquecíamos dos nossos problemas e nossas diferenças e nos uníamos para formar uma corrente positiva. Eu sei, estou divagando aqui. E na luta, chegamos na final, com a seleção mais temida da Copa, que só tinha levado um gol até ali: a Alemanha. Ironicamente, Ronaldo (agora sim, Fenômeno) não marcou um, mas dois. Lá se ia o fantasma a última copa. Até chegarmos na copa de 2006...
A copa de 2006 foi a que menos me marcou. A seleção foi tão apática, que não sinto nada quando lembro dela. Só me lembro que confirmamos nossa vocação para ser freguês da França.
Agora estamos nas quartas-de-final e apesar da euforia nacional da goleada acachapante em cima do fraquinho do Chile, eu ainda acho que é mais fácil, e até mais merecido até o momento, que a Argentina ganhe. Claro que torcerei para o Brasil e tudo, mas não serei eu a gritar já e agora que o Brasil vai ser hexa e tá acabado. Que já é campeão. Prefiro deixar isso pra depois da final. 

18 de jun. de 2010

Mudanças nos blogs

Já faz um bom tempo que sinto uma profunda insatisfação com o formato dos blogs. O que antes fazia sentido quando estas páginas se resumiam a meros diários virtuais perdeu completamente o significado quando eles começaram a se tornar grandes veículos midíaticos, com renda em publicidade e layouts tão complexos quanto os de grandes sites. O fato dos posts novos ficarem em cima dos antigos, desvaloriza os últimos. O que acontece é que isso desvaloriza os posts antigos, que por vezes é melhor do que o conteúdo atual ou merece um mesmo destaque. Sim, porque dificilmente os visitantes procuram o conteúdo antigo. Não estou afirmando que os blogueiros devem parar de produzir material novo, mas buscar formas de destacar o material passado.
Alguns blogueiros já tentam isso. Criam a seção dos posts mais lidos/ comentados/ votados, põem posts relacionados, deixam em destaque alguns posts, etc. Mas não é o suficiente, o conteúdo antigo se perde com o tempo do mesmo jeito.
Estou pensando em formas de reverter isso. Espero receber sugestões de vocês.

Futebol de merda


Não existe nada mais chato que acompanhar jogo de futebol pela TV. Um locutor esportivo deveria acrescentar informações ao público ao narrar uma partida. Em vez disso, eles mais parecem aquele tio folgado que senta no sofá com a cerveja e se exalta ao comentar o jogo. Haja coração - e paciência.

Olha a entrada dura por trás
Não dá pra levar a sério alguém que fale uma frase com tamanho duplo sentido.

Olha a enfiada pelo meio!
Tá vendo? Outro exemplo de jargão futebolístico com sentido duvidoso.

Pra dentro deles, Robinho
O jogador nem tem como se defender desse incentivo que mais parece piada adolescente.

Tá com cheiro de gol
A bola mal saiu do campo de defesa e as previsões já começam.

Olha o ladrão!
Não basta chamar o adversário de bandido: ainda tem de avisar como se o jogador estivesse ouvindo.

Foi pênalti, não foi?
Eles podem ver o replay, mas ainda querem o aval do comentarista para julgar um simples tropeço.

O juiz tá mal-intencionado
Dizem muito isso nos jogos da Seleção. Engraçado que nunca é culpa dos jogadores, só do árbitro.

Aí não, aí não!
A bola mal ameaça seguir em direção da rede brasileira e o desespero toma conta. Parece ou não aquele tio?

É a família brasileira em campo
Tem apenas uma mulher em mil marmanjos, mas o locutor supõe que é a mãe de alguém.

Enfrentaremos a altitude de La Paz
Os ares de La Paz são uma entidade capaz de definir o placar. Tudo sempre é culpa da altitude.

17 de jun. de 2010

Momentos Sherlock Holmes

Uma das maiores vantagens de não falar muito é que você se torna muito observador. Acaba percebendo coisas que ninguém notaria, lembra de frases que contradizem as pessoas, saco quando alguém está mentindo descaradamente (nem sempre percebo isso na hora exata da mentira) e percebo com quase 80% de certeza o que alguém está sentindo perante alguma situação, a menos que ela seja uma gênia em atuação digna de Oscars. Não é algo que se compara à capacidade de observação de Sherlock Holmes, nem tenho a dedução dele. Eu só observo. Lógico que também não sou bisbilhoteiro, só vejo o que fazem e dizem na minha frente.
Mas na internet eu me deparo com problemas. Não dá pra saber se a pessoa está mentindo, não dá pra saber nem o tom de voz em que estão falando comigo. Tá, eu posso ver isso em vídeo, mas não é a mesma coisa. Então me limito a gravar frases das pessoas e esperar um acaso em que elas vão se contradizer. Também não vou dizer isso à pessoa, que ela é uma mentirosa foda. Me contento em duvidar de tudo o que ela diz depois, até que surja uma prova.Quem mandou mentir?

4 de jun. de 2010

Dean X Sam

Nunca escondi de ninguém que sou fã de Supernatural. Não quero perder meu tempo explicando o motivo, porque não devo nada a vocês mesmo. Vamos ao tema do post, antes que minha preguiça me impeça de escrevê-lo. Se você acompanhou toda a série e for rever os primeiros episódios da saga dos irmãos Winchester talvez notará um detalhe interessante. Mesmo sendo uma série com dois protagonistas, Sam era muito mais protagonista que Dean na história. O cara era o bebê escolhido por Azazel, o preferido do pai John e Dean, com exceção de alguns excelentes episódios, era praticamente um coadjuvante, se resumindo a contar suas piadas hilárias. O personagem Sam, de Jared Padalecki (que raio de nome é esse?!) ficava com boa parte do aprofundamento psicológico e atenção do enredo.
A partir da terceira temporada a coisa começou a mudar. As atenções finalmente começaram a se dirigir para Dean. Até mesmo nos momentos em que Sam aparecia sozinho era procurando formas de evitar que o irmão fosse para o inferno, por causa do seu pacto. A temporada foi um porre, só se justificando a baixa qualidade por causa da greve dos roteiristas que rolou naquele ano.
Na quarta temporada Dean ganhou ainda mais importância. Um anjo desceu ao Inferno para tirá-lo de lá e o cara era o único capaz de matar Lúcifer! Perto dele o Chuck Norris não devia ser nada. Mas, diferente da terceira temporada, trataram de dar a devida atenção a Sam e equilibrar um pouco as coisas. Afinal, era o destinado a abrir o último selo, embora ainda não soubesse disso. Está temporada é a melhor de todas. As histórias ficaram mais complexas, novos elementos foram explorados, finalmente Sam e Dean eram protagonistas na mesma escala e a história se mostrar tendo sido idealizada desde o primeiro momento.
Mas, sinceramente, a quinta temporada desandou no quesito dos protagonistas. Primeiro, Jenson Ackles, o interprete, é muito mais ator do que o Jared Padalecki. Ele, com poucas palavras já consegue passar toda a essência do personagem está sentindo. O Jared não consegue nem de longe esboçar a mesma emoção. Isso fica ainda mais claro nas cenas de embate entre Sam e Dean. o resultado é que este último parece muito maior que o irmão mais novo.
Agora na sexta temporada, em que o Eric Kripke, idealizador da série, se afastou da criação, o cenário não dá sinais de que vá melhorar. 

1 de jun. de 2010

Na falta de coisa melhor pra fazer...

Ano passado, sem querer, dei novos rumos pra este blog. Limei aquelas imagens engraçadinhas que muitos blogs postam e fotos de sacanagem e parti pra textos mais autorais. Fossem listas, crônicas, provocações com corinthianos e fanáticos religiosos, posts opinativos. Mas sempre acabava voltando para os mesmos assuntos: blogs, religião e Corinthians. Uma parte por serem temas que eu costumo discutir regularmente (não que eu precise discutir com alguém pra sacanear o Corinthians) e também por entender razoavelmente deles. O blog ficou parado por um tempo, mas agora estou retomando. Pelo menos um post por semana vai ter que sair nessa bagaça. O provável é que saía mais, porque às vezes tenho umas inspirações que torna difícil parar de escrever.
Por um tempo cogitei a hipótese de se deveria largar o blog e escrever só no NSN mesmo. Afinal, eu quase não tenho acessos mesmo e diariamente eu recebo um bocado de comentário merda. Depois, pensando melhor, vi que seria uma grande burrice minha fazer isso. Porque aqui é o lugar onde posso publicar o que eu quiser e como quiser, pra quem gostar de verdade de ler o que eu escrevo e com zero chances de ser processado (uma das melhores vantagens por sinal =D). Independente do tema, ou do fato de não ter nenhum tema, como neste post.
Quando estiver com mais tempo, escreverei umas listas aqui só de farra e depois volto com os textos sérios. Preparem-se corinthianos! E na falta de coisa melhor pra fazer, vou escrevendo aqui...

PS: Eu sei que ninguém vai querer, mas se sentir vontade de escrever qualquer coisa aqui, as portas estão praticamente abertas.